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O pâncreas é um órgão com aproximadamente 15 cm de comprimento, 04 de altura e 02 de espessura (formato alongado), e tem um papel muito importante no bom funcionamento do organismo, já que de algumas substâncias produzidas por ele dependem o ritmo de nosso sistema endócrino e digestivo.

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Insuficiência Pancreática Exócrina: O que é e como tratar? 2

Funções do Pâncreas

Quando pensamos na função do pâncreas, a primeira delas que vem em nossa mente é a produção de insulina, hormônio responsável pelo controle da glicemia, o açúcar no sangue. 

Quando ela está em falta ou é produzida em níveis insuficientes para equilibrar essa relação, a pessoa pode desenvolver um quadro de diabetes, que pode ser tanto do tipo 1 ou do tipo 2, e ser diagnosticada na infância ou na idade adulta. 

O diabetes é uma doença crônica e para a qual, eventualmente, não há cura, apenas tratamento. Entretanto, o transplante de pâncreas cura o diabetes.

Contudo, outra importante função do pâncreas a que muitos não se atentam é seu papel na digestão de alimentos. Isso é possível graças a enzimas capazes de digerir carboidratos e açúcares (amilase), proteínas (tripsina) e gorduras (lipase). 

Quando nos alimentamos, as enzimas pancreáticas são liberadas no duodeno, quebrando os alimentos em pedaços menores, permitindo que estas sejam digeridas e metabolizadas pelo intestino

Contudo, algumas doenças provocam falhas ou mesmo a paralisação do funcionamento deste órgão, acarretando graves problemas à saúde. É o que chamamos de insuficiência pancreática.

O que é Insuficiência Pancreática?

A insuficiência pancreática exócrina pode ser explicada como a incapacidade que o pâncreas exócrino tem de produzir enzimas em quantidade suficiente para que os alimentos que ingerimos sejam digeridos no intestino e, então, absorvidos pelo organismo. 

Quando isso acontece, o paciente pode sofrer com má absorção de nutrientes, desnutrição, deficiência de vitaminas ou, ainda, perda de peso. Quando a insuficiência pancreática acontece em crianças, ela pode causar também dificuldades para que elas ganhem peso, comprometendo assim seu desenvolvimento físico e mental

Em geral, a insuficiência pancreática é causada por lesões no pâncreas, provocadas por pancreatite aguda ou crônica, enquanto em crianças, a doença pode estar ligada à fibrose cística

Sinais de Problemas no Pâncreas

Antes de chegar ao diagnóstico de insuficiência pancreática, é possível observar sintomas que indicam que há algum problema no pâncreas. Um deles é a dor abdominal

Essa dor começa de forma repentina, e vai progressivamente ficando mais forte e contínua. A dor que indica um problema no pâncreas tende a ser no centro do abdômen, se espalhando para a parte superior e inferior do órgão. 

A dor, aliás, não melhora quando a pessoa se deita de costas. Ao contrário, ela tende a aumentar, além de surgir também após o paciente se alimentar. Além disso, é comum que o paciente tenha diarreia, com fezes claras e com gordura

Pancreatite pode ser aguda ou crônica, e nem sempre cursam com insuficiência pancreática. Cada caso tem suas características. Procure o médico especialista. 

Sintomas da Pancreatite

Uma das doenças que causa a insuficiência pancreática, a pancreatite é uma inflamação grave do pâncreas, e surge quando o órgão libera suas enzimas diretamente dentro dele, ao invés de secretá-las para fora, em direção ao intestino, provocando assim a destruição do órgão

É preciso ficar atento aos sintomas da pancreatite, como a dor na parte superior do abdômen, que se irradia para as costas e piora com o passar do tempo, sobretudo após as refeições. 

Outro sinal indicativo do problema são náuseas e vômitos, inchaço e sensibilidade na barriga e febre ou, ainda, aumento dos batimentos cardíacos

Também são sintomas da doença a produção de fezes claras e com sinais de gordura, perda de peso sem que o paciente esteja fazendo alguma dieta e desnutrição, provocada pela digestão incompleta dos nutrientes ingeridos durante as refeições. 

Além da pancreatite e da própria insuficiência pancreática, o pâncreas pode ser afetado por outras doenças, como o câncer de pâncreas e o diabetes

Como tratar a insuficiência pancreática exócrina

Para que a insuficiência pancreática exócrina possa ser tratada é necessário primeiro que seja identificada e combatida a causa da doença. 

No caso da pancreatite aguda, por exemplo, o paciente recebe medicamentos para aliviar a dor e, eventualmente, tratar a infecção (caso ela exista). 

Além disso, é comum que a pessoa fique em jejum até que a crise passe, para que o órgão possa se recuperar.

Durante o tratamento da insuficiência pancreática exócrina pode ser receitado também medicamentos que contenham as enzimas pancreáticas que o órgão não está produzindo, permitindo assim que os alimentos sejam digeridos corretamente. 

Caso o quadro de desnutrição seja grave, é recomendado também a reposição de vitaminas e a adoção de uma dieta pobre em gorduras e rica em proteínas e calorias, ajudando assim a manter o peso.

Procedimento corriqueiro, a cirurgia para retirada da vesícula ainda causa muitas dúvidas, seja pela realização do procedimento ou mesmo se existem potenciais riscos durante ou após a operação. 

A imagem mostra uma barriga com um desenho de fígado e uma mão apontando para a vesícula dentro do fígado.
Quando é indicada a cirurgia de vesícula 4

Essas pedras são formadas na vesícula biliar e podem causar muita dor quando ficam presas no duto biliar, o canal responsável por permitir que a bile circule pelo sistema digestivo. 

  • O que pode causar pólipo na vesícula e quando é necessário operar? Clique aqui e confira!
  • Funções da vesícula

    Muitas vezes, quando o paciente precisa se submeter a uma cirurgia de vesícula, algumas pessoas ficam preocupadas, temendo que sua saúde ou mesmo sua qualidade de vida sejam afetadas pelo procedimento. 

    Apesar de parecer algo drástico, a retirada desse órgão, após uma cirurgia de vesícula não causa mudanças drásticas na saúde da pessoa. É preciso, apenas, uma mudança nos hábitos alimentares. 

    Isso porque é a vesícula a responsável por armazenar a bile, um líquido de cor esverdeada que é produzido pelo fígado e auxilia na digestão de gorduras no intestino. 

    Quando a vesícula é retirada, a bile é liberada diretamente no intestino delgado. Isso significa que, se a pessoa ingerir uma grande quantidade de alimentos gordurosos, o corpo terá mais dificuldade para digeri-los, podendo sentir então dores, gases e até mesmo diarreia.

    Por isso, quem tem a vesícula retirada precisa fazer pequenas mudanças em sua alimentação, reduzindo a ingestão de alimentos gordurosos e preferindo aqueles ricos em fibras. 

    Sintomas de cálculos biliares

    É bastante comum que um pacientes se surpreenda quando recebe uma indicação de cirurgia de vesícula por não ter qualquer sintoma de que há um problema. 

    Isso acontece porque, de fato, alguns casos cálculos biliares podem não causar dor. Já outros podem provocar fortes dores do lado direito superior do abdômen, dor esta que se irradia para a parte superior da caixa torácica ou para as costelas. 

    Em geral, essa dor costuma aparecer meia hora após qualquer refeição, alcançando um pico de intensidade e diminuindo depois. O paciente pode sentir, também, febre, náuseas e vômitos, mas nem sempre isso acontece. 

    Como é feita a cirurgia de pedra na vesícula

    A cirurgia na vesícula pode ser realizada de vias de acesso diferentes. Uma delas é a cirurgia convencional. Nesse procedimento, o cirurgião faz uma incisão maior no abdômen, para que a vesícula seja retirada. O procedimento utiliza anestesia geral ou bloqueio e tem uma recuperação um pouco mais demorada, além de deixar uma cicatriz maior. 

    Já a outra forma para a realização da cirurgia da vesícula é a cirurgia por laparoscopia ou robótica. Com a ajuda de um vídeo, nesse procedimento o cirurgião faz quatro furos no abdômen, por onde o material é passado. 

    Uma pequena câmera guia o profissional, para que a cirurgia tenha menos manipulação e menos cortes. Desta forma, a recuperação em um procedimento por laparoscopia é mais rápido, o paciente sente menos dor e a cicatriz é bem menor. 

    Riscos

    Como todo procedimento operatório, a cirurgia de vesícula envolve riscos, embora mínimos em comparação a outros procedimentos, tornando esta uma cirurgia bastante segura. 

    Contudo, dentre as complicações que podem acontecer durante o procedimento estão a lesão do ducto biliar, hemorragias ou mesmo infecções. 

    Por isso, o paciente deve ficar atento a qualquer complicação pós-operatória, devendo procurar imediatamente ajuda médica caso tenha febre acima de 38ºC, caso a ferida tenha pus, se a pele ou os olhos ficarem amarelos ou caso surjam falta de ar, vômitos ou dor. 

    Pós-operatório

    Após a cirurgia de pedra na vesícula, e passados os efeitos da anestesia e dos analgésicos aplicados, o paciente pode sentir uma pequena dor ou desconforto na região do abdômen, que pode se espalhar para a região do ombro ou do pescoço. 

    Caso essa sensação persista, o médico poderá indicar o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios. Além disso, para que a recuperação seja completa, é preciso fazer repouso. 

    O período de repouso indicado para a cirurgia de vesícula é mínimo, devendo andar e caminhar o quanto antes. Depois que o paciente consiga se levantar, pode fazer pequenas caminhadas e atividades sem esforço. 

    É importante que o paciente só retorne ao trabalho após uma ou duas semanas, lembrando de ser reavaliado e cada caso é um caso. 

    É importante também que a pessoa não fique muito tempo deitada ou sentada. Por isso, o recomendável é fazer pequenas caminhadas pela casa ao longo do dia, seguindo as orientações médicas para evitar complicações no período pós-operatório. 

    A cirurgia de vesícula é um dos procedimentos cirúrgicos considerados mais comuns da medicina e a sua realização ocorre depois de uma avaliação médica criteriosa e de suas comorbidades.

    como e a recuperacao da cirurgia de vesicula prof dr luiz carneiro bg
    Como é a recuperação da cirurgia de vesícula 6

    Uma vez que o tempo de repouso é seguido corretamente pelo paciente, existem pouquíssimas possibilidades de complicações, com a possibilidade de ser realizado em pessoas de qualquer idade.

    No geral, a pessoa que se submete a uma cirurgia para retirar a vesícula precisa de poucos dias para retornar às atividades habituais e poder retomar todos os seus compromissos. Lembrando, que cada caso precisa ser individualizado e analisado separadamente. 

    No entanto, como é esperado em qualquer procedimento do tipo, também é possível a ocorrência de algumas complicações e tudo será explicado agora.

    Fique familiarizado: para que esse órgão serve?

    Nem todas as pessoas têm conhecimento da importância da vesícula biliar e, na realidade, trata-se de um órgão que possui a função de armazenar e concentrar a bile. 

    Para quem não sabe, a bile é uma substância fundamental para a digestão, tem a cor esverdeada e quem a produz é o fígado. Normalmente, as pessoas percebem que estão vomitando a bile quando se deparam com uma substância bastante amarga, além de ter a cor verde já mencionada.

    Quando a vesícula biliar está inflamada ou surgem pedras, é bastante difícil para ela armazenar a bile da maneira adequada, o que provoca dor e também afeta a qualidade da digestão, facilitando problemas como a ânsia de vômito.

    A realização da cirurgia: quando é necessária?

    No geral, a cirurgia para a retirada da vesícula biliar ocorre em duas situações: a primeira é quando o especialista detecta que o órgão apresenta processo inflamatório que não pode ser revertido usando apenas medicação.

    Já as outras situações onde se tem de tirar a vesícula é quando ela apresenta cálculos, pólipos ou discinesia da vesícula biliar. Diferentemente das pedras na bexiga, elas não se dissolvem e não saem do corpo pela urina; por isso, torna-se necessária a cirurgia para retirá-las. Caso contrário, se elas saírem podem demonstrar uma complicação. 

    De qualquer maneira, o médico nunca opta pelo processo cirúrgico sem a realização de diferentes exames e a confirmação de que o paciente está em condições de saúde adequadas e a indicação do procedimento. 

    Cirurgia por laparoscopia: ela serve em casos de problemas de vesícula?

    Diferente da cirurgia convencional, uma opção para os pacientes com problemas de vesícula é a cirurgia por laparoscopia. Isso significa que o médico fará alguns pequenos cortes (bem menores do que em uma cirurgia comum) para que uma pinça e uma câmera sejam colocados.

    Dessa maneira, o especialista consegue tirar as pedras na vesícula de maneira menos invasiva, o que significa que o paciente se recupera de maneira mais rápida.

    É claro que, ainda que essa cirurgia seja bem diferente daquela tradicional, continua sendo preciso ministrar anestesia geral e é isso que, muitas vezes, acaba assustando um pouco quem se submete a ela. 

    No entanto, os cirurgiões fazem uma boa análise do paciente, determinando a cirurgia com anestesia geral somente em situações nas quais haja toda a segurança para essa pessoa e as probabilidades de ela se recuperar sejam promissoras.

    Como é a recuperação da cirurgia

    Quando não acontece nenhuma complicação, o paciente acaba tendo um pós-cirúrgico bastante rápido. Entretanto, após a cirurgia, é necessário esperar até quinze dias para a retomada total da rotina.

    O médico costuma indicar a quem faz a cirurgia de pedra na vesícula que consuma alguns medicamentos sintomáticos e, claro, a adoção de um ritmo mais saudável

    Vale dizer que, normalmente, os cirurgiões permitem que o paciente se movimente logo após a intervenção, desde que não se trate de nenhum tipo de esforço excessivo e que não sejam notados sinais de complicação.

    Quais são os principais sintomas de pedra?

    Os cálculos biliares, que as pessoas costumam chamar de pedra na vesícula, são composições sólidas que se criam dentro do órgão e que atrapalham a sua funcionalidade.

    Felizmente, existem diversos sintomas que mostram ao paciente que ele pode estar desenvolvendo os cálculos biliares, como a vontade de vomitar com frequência, a azia, a dor na região abdominal, o “peso” no estômago e a redução do apetite.

    Quando o paciente tem todas essas coisas ou quando ele apresenta duas ou mais simultaneamente, é importante que um especialista seja procurado para avaliação

    Geralmente, esse especialista verifica se existem pedras na vesícula combinando as reclamações do paciente e exames de imagem. 

    Além dos cálculos biliares, outro motivo para a cirurgia de vesícula é a inflamação e também existem indícios disso, como vômitos ou apenas a presença de náusea, perda de peso e dor abdominal intensa, principalmente no lado direito. 

    No entanto, os casos de inflamação na vesícula biliar têm um sintoma bem específico, que é a ocorrência de febre: mesmo que ela seja baixa, é um indicativo importante (quando associado aos demais sintomas) de que a vesícula não está funcionando dentro da sua normalidade. 

    Quando falamos de cirurgia do intestino grosso e cólon, estamos falando de: colectomia total, colectomia parcial e retossigmoidectomia.

    Anatomia do intestino grosso

    Ao analisar a anatomia do intestino grosso, podemos perceber que ele é dividido em algumas partes: cólon direito, também chamado de cólon ascendente, estando localizado abaixo do intestino delgado e acima do ceco e apêndice. No centro é onde fica o cólon transverso, e na esquerda, de cima para baixo, situa-se o cólon esquerdo, também chamado de descendente, o cólon sigmoide e o reto.

    Cirurgias do intestino grosso

    ​As cirurgias feitas no intestino grosso são classificadas em:

    Em alguns casos, a colectomia total é exigida e precisamos retirar todo o intestino grosso. Isso depende de cada doença e de cada situação clínica. Por exemplo:

    Pós-operatório de colectomia parcial e retossigmoidectomia

    Quando se trata de colectomia parcial (apenas cólon esquerdo, cólon direito ou transversal) e sigmoidectomia, as pessoas têm uma vida absolutamente normal após a cirurgia.

    Em alguns casos, os pacientes operados podem ter uma mudança do trânsito intestinal porque se perde a válvula ileocecal levando a uma tendência à diarreia. Mas com o tempo, o intestino tende a voltar ao ritmo intestinal.

    Cirurgia e pós-operatório da colectomia total

    Quando estamos falando de colectomia total, onde todo o intestino grosso foi retirado, é possível que o ritmo intestinal também volte ao normal, o que depende do quanto sobrou do reto. É preciso estudar bem o caso para ver se pode fazer uma reconstrução do reto e impedir a diarreia.

    Ao retirar o cólon totalmente, não tem como realizar uma anastomose no reto. Nesse caso, é preciso fazer uma bolsa ileal, os proctologistas têm grandes experiências com isso.

    O que é colecistectomia?

    Colecistectomia é a cirurgia para retirada da vesícula. Essa é a operação que mais se faz no mundo e é uma técnica feita totalmente por laparoscopia, que são quatro furos na barriga onde se introduz uma câmera e faz a retirada do órgão.

    Colecistectomia por laparoscopia ou cirurgia robótica?

    Os aparelhos de laparoscopia são infantis com calibre mínimo, por conta disso, praticamente não deixa cicatriz. Já na cirurgia robótica, os furos são maiores, o que é inviável para o paciente.

    Quando a colecistectomia é indicada?

    A colecistectomia é feita tanto em cálculo grande quanto pequeno, e também nos pólipos da vesícula.

    Em casos de pedra no rim, você retira apenas a pedra e não o rim. Já em casos de pedra na vesícula, precisamos retirar toda a vesícula porque o órgão está doente, e se retirar apenas a pedra, a vesícula doente vai formar novos cálculos.

    Complicações da colecistectomia

    A cirurgia tem pouco índice de complicação, mas pode ocorrer. Essa cirurgia é feita totalmente com material eletrônico, então, é necessário procurar um bom hospital com material de qualidade e um cirurgião experiente.

    Procure um cirurgião que tenha certificações para você ter garantia que ele tem experiência porque as complicações mais frequentes são as lesões da via biliar e elas são muito difíceis de tratar caso aconteçam.

    Além das lesões da via biliar, podem ocorrer pequenas fístulas que se transformam em um grande transtorno para o paciente.

    Por conta disso, nós reforçamos que você procure um bom hospital com cirurgião certificado. Atualmente, as sociedades fornecem certificações sobre a competência e formação de cada cirurgião.

    Em resumo, a colecistectomia é indicada sempre quando há pedra na vesícula e ela quase não causa complicações, mas é necessário procurar um hospital de confiança.

    A vesícula biliar é um pequeno órgão em forma de saco que participa do processo de digestão dos alimentos. Ela armazena e libera a bile no intestino. Quando ocorrem alterações na composição dessa substância, se formam as pedras, pólipos e discinesia da vesícula biliar provocando sintomas como dor abdominal, azia, náuseas e vômitos.

    A imagem mostra uma ilustração da vesícula.
    5 sintomas de pedra na vesícula 8

    A função da vesícula biliar é armazenar a bile, um líquido que participa do processo de digestão dos alimentos. No entanto, alguns fatores, como a alta do colesterol, podem alterar a composição da bile e favorecer a formação de cálculos biliares, as famosas pedras na vesícula.

    Quando isso acontece, ocorre um quadro de colelitíase. Essa condição provoca diversos sintomas, sendo o principal deles a dor abdominal. Além dos desconfortos, as pedras na vesícula podem obstruir o ducto cístico, impedindo a passagem da bile para o intestino.

    Como consequência, os sintomas se intensificam, e ainda pode acontecer a colecistite aguda, um tipo de inflamação que acomete a vesícula biliar. Por isso, os casos de pedras na vesícula precisam ser diagnosticados e tratados.

    Observar a manifestação dos sintomas e saber identificar que eles não são naturais é muito importante para buscar ajuda médica e evitar complicações. Neste artigo apresentamos para você os principais sinais de colelitíase para que possa monitorar sua própria saúde. Acompanhe.

    1. Dor abdominal

    O principal sintoma de pedra na vesícula é a dor abdominal. Ela é uma dor intensa que se manifesta de repente, localizada logo abaixo das costelas e do lado direito do corpo. No entanto, pode irradiar para outras partes, provocando dor nas costas.

    Essa manifestação dolorosa recebe o nome de cólica biliar. Geralmente, dura entre 30 e 120 minutos após uma refeição. O problema pode ser ainda mais intenso nas pessoas que adotam uma dieta rica em gorduras porque a função da bile é fazer a digestão delas.

    Então, ao ingerir alimentos gordurosos, o organismo sente necessidade de liberar mais bile, porém, as pedras na vesícula dificultam esse processo. Além disso, como explicamos, pode ocorrer a obstrução do ducto, impedindo a passagem da bile e aumentando a dor.

    2. Falta de apetite

    A falta de apetite também está entre os sintomas de pedra na vesícula. Essa reação acontece em especial por causa dos desconfortos provocados após as refeições, fazendo com que o indivíduo não sinta vontade de comer, já que sabe que terá dor e mal-estar por causa disso.

    Mas não se trata apenas de uma recusa voluntária. A falta de apetite ocorre porque o sistema digestivo também está se sentindo cansado devido a todo o esforço que precisa realizar para digerir os alimentos.

    3. Náuseas e vômitos

    Os casos de pedra na vesícula biliar desequilibram todo o processo de digestão dos alimentos. Como você viu, causam desconfortos e dores abdominais, além da sensação de indigestão. Por isso, as cólicas podem vir acompanhadas por náuseas e vômitos.

    Outro motivo para ocorrência desse sintoma é a obstrução do ducto que conduz a bile. Como há um impedimento para a liberação dessa substância, o organismo sente dificuldade para digerir os alimentos, em especial os gordurosos, como explicamos, e acaba rejeitando o conteúdo estomacal.

    4. Azia

    É muito comum a ocorrência de azia em todos os problemas relacionados com o trato digestivo. Esse sintoma é mais conhecido como queimação, e vai ocorrer como uma das consequências da formação de pedras na vesícula.

    Para que os alimentos sejam digeridos, o estômago libera ácidos. Quando as pedras interferem nesse processo de digestão, ele se torna mais lento, o que começa a provocar desconfortos devido a essa concentração de ácidos.

    5. Sensação de estufamento

    Mais um dos sintomas de pedra na vesícula relatados por quem tem esse problema é a sensação de estufamento, deixando a impressão de que o estômago continua cheio por bastante tempo, ou de que há uma distensão no abdômen.

    Essa sensação acontece porque, como dito, o processo de digestão dos alimentos fica mais lento por causa da dificuldade para liberar a bile. Isso provoca atrasos na digestão e a pessoa tem uma sensação de saciedade prolongada e de que há acúmulo de gases.

    Confira também, meu vídeo relacionado sobre o tema, abaixo:

    Agora que você já sabe quais os sintomas de pedra na vesícula é importante ter atenção para que possa identificá-los e buscar ajuda médica. Lembrando que eles ocorrem em especial após as refeições e podem ser ainda mais desconfortáveis depois de ingerir gorduras.

    A gastrite e a esofagite têm uma causa comum, que é a ação do ácido no estômago ou no esôfago.

    Tratamento de esofagite e pangastrite

    Cuidados que devem ser tomados

    É necessário ter alguns cuidados quando se trata dessas doenças, confira:

    Alimentação

    ​A alimentação tem um papel muito importante no tratamento porque se você ingerir gordura, essa gordura fica mais tempo no estômago e acaba produzindo mais ácido que vai irritar ainda mais o estômago e o esôfago.

    É recomendado fazer alimentações mais leves e de fácil digestão para não encher muito o estômago. Além disso, é importante comer a quantidade de proteína e de carboidrato adequada para conseguir fracionar as alimentações a fim de esvaziar o estômago e produzir menos ácido.

    Não deite após comer

    Outro ponto que os pacientes com esofagite devem evitar é não deitar nas próximas duas ou três horas depois da refeição. Isso porque o estômago está com mais ácido do que o necessário para digerir o alimento, o que pode fazer com que o ácido volte para o esôfago caso o paciente deite.

    Evite substâncias erosivas

    É importante reforçar também que irritantes da mucosa precisam ser evitados, como: álcool, aspirina, pimenta e qualquer substância que seja muito erosiva, devem ser evitados.

    Ainda tenho azia, o que fazer?

    Se mesmo assim, você ainda tiver sintomas de azia, poderá usar um antiácido ou um sucralfato uma hora após cada refeição maior, como: café, almoço e janta.

    O segredo é: alimentações fracionadas, leves, sem fritura e sem gordura, e fazer o uso de inibidores da bomba de próton.

    O que é sepse?

    Septicemia ou sepse significa infecção, e quando se trata de cirrose, é a infecção em pacientes cirróticos.

    Sintomas de sepse em pacientes com cirrose

    ​O doente cirrótico é imunodeprimido e muito mais suscetível às infecções. É preciso estar atento principalmente à erisipela na perna porque o cirrótico retém líquido e esse líquido pode causar vermelhão na pele, sendo um problema bastante grave.

    Caso o doente cirrótico esteja com a perna inchada e comece a notar dor e vermelhidão locais, procure um médico imediatamente.

    Por conta de o cirrótico reter líquido, a água também pode ficar dentro da cavidade abdominal, ou seja, dentro da barriga, causando bastante febre, desconforto e icterícia (olhos amarelos).

    Esses casos se tratam de sepse em cirróticos e são bastantes graves. Procure um médico urgentemente!

    Além dos sintomas citados acima, pode ocorrer celulite em outras regiões do corpo, como o dorso ou na lateral do abdômen.

    Por que é importante procurar ajuda médica?

    Reforçando: se você notar uma vermelhidão ao lado do abdômen ou em qualquer outra região, procure um médico porque qualquer sinal de infecção em pacientes com cirrose é muito grave!

    Aliás, quase a totalidade dos cirróticos que internam é por quadro infeccioso, mas também por confusão mental, sendo menos usual.

    O pólipo na vesícula é uma pequena lesão que nasce e cresce na parede da vesícula biliar e se projeta dentro dela. Essa lesão costuma se apresentar como um pedaço pequeno de tecido, semelhante a uma verruga, mas que se torna fixo na vesícula.

    A imagem ilustra uma mulher sentada com as mãos abraçando a barriga.
    O que pode causar pólipo na vesícula e quando é necessário operar? 10

    No post de hoje, vamos falar sobre as causas do pólipo e você vai descobrir quando é necessário operá-lo. Acompanhe!

    Principais causas de pólipo na vesícula

    A formação de pólipo na vesícula é o resultado de processos inflamatórios ou do excesso de colesterol, que neste caso gera um pólipo benigno, recebendo o nome de adenoma.

    Em aproximadamente 95% dos casos, o pólipo na vesícula é de origem benigna. Mas, também existe uma pequena chance de que ele seja maligno. Por isso, é importante que o seu tamanho seja analisado com procedência.

    Geralmente, quando a lesão é menor do que 5 mm, ela pode ser acompanhada por um certo tempo, até que seja determinada a estabilidade. Importante se pensando em casos com ausência de sintomas. Ou seja, a presença de sintomas ou mudança são indicativos de atenção.

    Já os pólipos com tamanho superior a 5mm deverão ser avaliados através de exames específicos, como o ultrassom, eco endoscopia ou a colangiografia.

    Pólipo benigno e pólipo maligno

    Conforme dissemos, o pólipo pode ser definido como benigno e raramente maligno. De forma geral, o pólipo benigno mais comum é o de colesterol, os inflamatórios e adenomas.

    Já o pólipo com potencial maligno, considera-se o tamanho que ele apresenta, uma vez os pólipos maiores de 0,5 a 1 cm; ou os pólipos com crescimento ou os inicialmente com mais de 2 centímetros são considerados potencialmente como tumores malignos da vesícula.

    O pólipo na vesícula apresenta sintomas?

    Na grande maioria das vezes, o pólipo na vesícula não apresenta sinais, ou eles são tão leves que podem passar despercebidos ou confundidos com outras condições semelhantes.

    Vale ressaltar que, normalmente, eles são descobertos quando o indivíduo é submetido a exames de rotina ou por conta do tratamento de outros problemas, como pedra na vesícula ou cólica.

    Ainda assim, quando essa lesão começa a estimular respostas orgânicas, podem surgir alguns sinais como dor abdominal ao lado direito (a chamada cólica biliar), vômito, náuseas, entre outros.

    Como tratar o pólipo na vesícula?

    Antes de começar o tratamento, assim que o paciente é diagnosticado com o pólipo na vesícula, são indicados alguns exames, mais profundos, para uma avaliação mais precisa e indicação do tratamento adequado.

    Em casos onde o pólipo tem menos de 0,5 centímetros e não está associado com cálculo na vesícula, o médico pode optar somente por um acompanhamento clínico e laboratorial do paciente. Somente nos casos em que paciente não apresenta sintomas, lembrando que a presença do pólipo pode provocar piora no funcionamento da vesícula biliar ou micro cálculos.

    Mas, se durante a análise os médicos perceberem um aumento do pólipo, de maneira rápida, presença de sintomas, ou fatores associados como diabetes, dislipidemia, obesidade pode ser necessária a cirurgia para a retirada da vesícula, evitando assim uma complicação do pólipo evoluir para câncer biliar ou migração do microcalculo ou colesterolose de vesícula biliar.

    A cirurgia é realizada quando o pólipo já possui um tamanho maior do que 0,5 ou 1 centímetro. Além disso, o procedimento também pode ser indicado quando existe associação com cólica biliar, alterações em exames laboratoriais, pólipo séssil, entre outros casos.

    Assim sendo, então, mesmo que o pólipo não esteja associado a uma dessas condições, algumas vezes, a cirurgia de retirada do órgão será necessária. O procedimento recebe o nome de colecistectomia por vídeo laparoscopia.

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    Neste vídeo, o Prof. Dr. Luiz Carneiro, Cirurgião do Aparelho Digestivo, explica se dor na virilha pode ser Hérnia Inguinal, e se é possível engravidar quando se tem. Confira!

    Hoje vamos falar sobre Hérnia Inguinal. São muito pertinentes as dúvidas sobre se quem tem dor na virilha tem hérnia ou se quem tem hérnia pode engravidar.

    No geral, uma das manifestações principais da hérnia, quando ela é muito inicial, pode ser de dor na virilha sim, mas não quer dizer necessariamente que seja hérnia.

    Essa é uma das manifestações iniciais porque se houver uma pressão da alça intestinal no canal herniário, é o que causa a dor, porém existem também outras causas.

    O ideal é que se procure um médico para fazer uma avaliação adequada e o diagnóstico de hérnia.

    Diagnóstico

    Muitas vezes é difícil fazer o diagnóstico de hérnia, principalmente em mulheres.

    Alguns ultrassonografistas com grande experiência nesse assunto, podem fazer o diagnóstico, porém, ainda assim é necessário fazer algumas manobras especiais para ter certeza da existência da hérnia.

    Sendo assim, dor na virilha não é obrigatoriamente hérnia, mas é uma manifestação frequente de quem tem hérnia se iniciar com dor nessa região, principalmente quando se faz algum esforço físico.

    É importante sempre procurar um médico para analisar o caso com bastante atenção.

    Quem tem hérnia pode engravidar?

    A outra questão muito frequente é se quem tem hérnia pode engravidar.

    O ideal seria não engravidar, pois o útero cresce muito e aumenta muito a pressão abdominal.

    Logo, essa hérnia, se for um buraquinho pequeno, pode forçar a saída do intestino e pode encarcerar, causar dor e até ter que ser operado com urgência.

    Então, se você puder e tiver sintomas de hérnia, é aconselhável, e mais seguro, fazer a correção da hérnia e engravidar depois.

    Mas, caso engravide com a hérnia, procure não engordar muito para não aumentar a pressão intra-abdominal, e também evite fazer esforço físico.

    São cuidados simples, porém bastante importantes. Lembre-se também de sempre conversar com o seu ginecologista obstetra.

    Em ambos os casos, consulte sempre um médico especialista para esclarecer suas dúvidas.

    Prof Dr. Luiz Carneiro CRM 22761
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