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O apêndice é um órgão em desuso, uma continuação do ceco , na transição entre o intestino delgado e o intestino grosso.

No passado, o apêndice era uma continuidade que tinha função, provavelmente de acumular e reservar alguma parte líquida.

Nós não sabemos qual a função histórica do apêndice , mas ele é um órgão em desuso que não tem função. No post a seguir descubra mais sobre o apêndice e seu processo de retirada!

Cirurgia para retirada do Apêndice

Apesar das informações que citamos sobre o apêndice, esse órgão é um buraquinho oco que caso você tenha algum pedaço de fezes nele, pode levar à um crescimento de bactérias, ou até mesmo sem esse pedaço de fezes, pode vir a crescer bactéria e inflamar e perfurar. Perfurando, por ali irá sair fezes para dentro de sua barriga que pode até acabar matando.

Há 100 anos atrás, o que não é muito tempo, a maior causa de mortalidade infantil era a apendicite aguda. Um dos grandes avanços da medicina foi a cirurgia do apêndice, pois é uma cirurgia pequena, rápida e que salvou milhões de vidas

Ainda hoje, nós recebemos aqui no Hospital das Clínicas com frequência, catástrofes abdominais com cirurgias, 20, 30 cirurgias feitas porque saiu fezes na cavidade e perfurou os intestinos.

Uso de Antibióticos 

Hoje, com diagnóstico precoce, todo mundo quando tem febre e dorna fossa ilíaca direita , no canto inferior direito da barriga, já vai ao médico e a classe médica reconhece o perigo do apêndice e faz o diagnóstico.

Agora, a mudança é que alguns centros do mundo fazem o uso de antibiótico para tirar essa inflamação se a doença estiver bem no comecinho, assim, você não precisaria operar o apêndice. Então, observa-se alguns países fazendo esse protocolo!

Entretanto, existe um trabalho recente americano seguindo milhares de pessoas que fizeram o uso do antibiótico, e uma parte importante deles teve uma nova infecção com uma cirurgia mais complicada que a inicial.

Então, para o Brasil, eu não tenho dúvidas ainda, a não ser que o doente esteja em quimioterapia , existam contextos que nos permitem usar antibióticos, eu acho que a retirada do apêndice é uma atitude muito boa, de escolha e nós não temos que pensar!

Então, embora exista uma nova forma de pensar o tratamento do apêndice, com antibiótico, eu acredito que no Brasil a forma mais segura ainda é a sua retirada quando se tem uma inflamação que é igual a infecção.

O tumor estromal gastrointestinal (GIST), é um tipo raro de tumor do trato gastrointestinal, parte do sistema digestivo.

O tumor estromal é um tumor que pode surgir em vários órgãos do aparelho digestivo, de células estromais, que existem em vários órgãos do aparelho digestivo. Continue lendo e saiba mais sobre seus tratamentos!

Tratamento com Cirurgia

Hoje, se o GIST for pequeno, é praticamente sempre recomendada a cirurgia, pois ele em pequeno tamanho pode ser retirado facilmente por via laparoscópica ou robótica e deve ser feito de maneira muito segura.

Medicações de Uso Contínuo

O GIST acontece em jovens e muitas vezes ele é assintomático. As pessoas não sentem nada e quando descobrem, tem um grande tumor na barriga, de 10, 15 centímetros e pode dar muita metástase, então, já existem ramificações do tumor.

Nestas situações, existe uma droga de uso contínuo fornecida pelo estado. Faz-se o uso desta medicação pelo resto da vida, teoricamente, na tentativa de reduzir o tumor ou tirar a chance de que a doença se dissemine mais ainda.

Eu gostaria de lembrá-los que sempre que possível, a retirada do tumor deve ser feita e uso da droga no pós-operatório deve ser continuada!

Então, o tratamento indicado depende muito do estadiamento da doença. Eu considero que sempre que for ressecável, nós devemos ressecar, mas toda vez que se entra nesta discussão, nós temos que ver o risco da ressecação, o impacto na saúde do doente e o benefício a longo prazo. Em muitos casos a doença pode ficar estacionada, não regride, mas estaciona.

Então, tem que haver uma conversa multidisciplinar, com o oncologista, o cirurgião, para discutir se a medicação de uso contínuo tem mais vantagens do que, eventualmente, tirar essa lesão e usar por um tempo as drogas (1,2,3 anos) e depois retirá-la se não surgir metástase e observar!

O baço é o maior órgão do sistema linfático e se situa na região superior esquerda do abdômen, à esquerda do estômago e acima do rim esquerdo

Durante muitos anos, eu trabalhei muito na área da cirurgia do fígado, vias biliares, pâncreas e baço, e comecei lá nos anos 80, em que a cirurgia que eu mais realizava era a cirurgia do baço, pois existia a esquistossomose, que aumentava o tamanho do baço e fazia sangrar, existiam tumores que não sabíamos o que eram, hematomas, uma série de tumores e cistos e não tínhamos diagnóstico, tomografia e ressonância.

A seguir, explicarei um pouco mais sobre a cirurgia do baço!

Como a cirurgia do Baço é feita hoje em dia?

Hoje em dia, continuo trabalhando nesta mesma área, porém não realizo mais esta cirurgia. Antigamente, fazíamos um diagnóstico de um sarcoma, de uma doença tumoral, pela esplenectomia. Tirávamos a peça, pois o baço cresceu e o patologista fazia o diagnóstico.

Hoje esse processo já tem uma diferença notável. Ele vai para uma ressonância, faz a biópsia e depois faz a quimioterapia e não se tira mais o baço!

Nós retiramos o baço hoje em dia apenas quando se é estratégico, um tumor do pâncreas que está muito próximo, então nós tiramos o baço em conjunto ou mesmo em trauma. No trauma quando sangra, hoje, a conduta é expectante e se faz arteriografia, embolização do vasinho do baço e deixa o órgão.

Então, essa questão do baço é muito pouco diagnosticada, a maioria dos tumores é benigno, não me lembro de ter uma esplenectomia indicada por qualquer que seja a doença.

Os tumores existem, os métodos de imagem são super eficazes no diagnóstico , mas nós temos que tomar cuidado hoje porque é muito rara a indicação de uma cirurgia para o baço!

Gama GT é um exame realizado para medir a quantidade de enzima gama glutamil transferase (GGT) que pode ser encontrada no organismo. Essa enzima está presente em órgãos como os rins, pâncreas, vesícula biliar, baço e principalmente o fígado.

No post de hoje, falaremos um pouco mais sobre esse assunto, como funciona o exame e quando é considerado alto. Acompanhe!

Qual a função do exame Gama GT?

Quando a enzima GGT apresenta um nível de elevação constante, pode ser um sinal de desequilíbrio no organismo.

A principal função do Gama GT é avaliar as alterações hepáticas que podem ser provocadas por diversos fatores, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Em alguns casos, também é possível detectar um quadro de obstrução do ducto biliar.

Como funciona o exame Gama GT?

O exame consiste na coleta de uma amostra de sangue do paciente para a análise em laboratório, com o objetivo de identificar a concentração da enzima GGT, verificando se os seus níveis não estão elevados no sangue.

Como a enzima também pode ser encontrada em outros órgãos, muitas vezes o exame de Gama GT sozinho não é suficiente para analisar a saúde hepática. 

Por isso, alguns exames complementares devem ser solicitados junto a esse, como por exemplo, a dosagem de fosfatase alcalina.

Fatores que indicam elevação no exame Gama GT

Conforme dissemos, a elevação do GGT pode sugerir doenças hepáticas e geralmente, quanto mais elevado o resultado, maiores as chances de danos. Existem alguns fatores que contribuem com essa alta, entre eles:

Vale lembrar que, de maneira geral, são considerados normais os valores do Gama GT de 7 a 60 U/L para homens e 5 a 43 U/L para mulheres.

É possível diminuir o GGT elevado?

Algo indispensável no tratamento para a diminuição do Gama GT alterado é realizar algumas mudanças de hábito, como reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo.  

Também é importante que o indivíduo mantenha uma alimentação saudável, principalmente quando a enzima GGT elevada possui relação com a esteatose hepática não alcoólica.

A prática de exercícios físicos com uma frequência maior, para minimizar o acúmulo de gordura no organismo, é outra indicação médica. 

Todas essas mudanças no estilo de vida podem ajudar a evitar o Gama GT alto ou reduzir os seus níveis. Mas, somente o médico é quem pode indicar a melhor forma de tratar o problema, uma vez que cada caso apresenta suas particularidades.

Possui mais dúvidas sobre o exame? O conteúdo foi esclarecedor? 

Comente abaixo e compartilhe!

No último domingo (01/05) foi exibido o novo episódio de "CNN: Sinais Vitais" da qual fui convidado para participar!

A imagem mostra uma foto do Professor Dr. Luiz Carneiro
CNN Sinais Vitais - Doação de Órgãos 4

Confira o episódio completo clicando em "CNN Sinais Vitais - Doação de Órgãos" através do link da Bio.

Diga sim a doação de órgãos!

Estamos aqui de novo para falar sobre este assunto que é uma grande novidade, um assunto novo e muito atual, que é a gastroplastia, cirurgia da obesidade por via endoscópica.

Queremos alertar que esta cirurgia tem indicações extremamente precisas e não pode ser feita larga mano.

Nós também ainda temos visto complicações associadas à este método, e em casos muito selecionados, talvez daqui há alguns anos, com o avanço da tecnologia, seja uma realidade, mas neste momento eu ainda diria ser um método muito convencional. Continue lendo e saiba mais sobre este procedimento.

Como é feita esta cirurgia?

Esta cirurgia pode ser maravilhosa na mão de alguns centros que tenham a aparelhagem com algum desenvolvimento em especial, existem firmas enormes investindo massivamente neste desenvolvimento tecnológico.

Ela é feita a partir de uma costura no estômago, fechando o estômago por dentro de maneira que se faça um tubo gástrico, uma diminuição do tamanho do estômago por via endoscópica. você opera, teoricamente, de manhã e vai embora a noite para casa!

Robôs Endoscópicos

Agora estão sendo desenvolvidos robôs endoscópicos. Da mesma maneira que temos a cirurgia robótica, que entra por dentro da barriga, estão se desenvolvendo robozinhos que vão por dentro do aparelho da endoscopia e vão possibilitar ao endoscopista que seja feita essa cirurgia de maneira mais segura.

Existem alguns modelos em pouquíssimos centros e eles estão fazendo isso muito mais para a retirada de tumores iniciais. Eles fazem isso no reto, intestino grosso, esôfago, com um robozinho que vai entrar embaixo daquela mucosa e retirá-la. Você pode ter o seu tumor removido sem mutilar, sem tirar um pedaço do seu órgão.

Também estão tentando fazer este método para a obesidade, o que é algo muito interessante por ser uma doença muito atual.

Ainda considero isto uma promessa para o futuro. Tudo hoje em dia tem um início e é experimental. Eu aguardava e ainda optaria pela cirurgia convencional por ser mais seguro e tem a certeza de oferecer bons resultados em mãos experientes e em bons centros!

https://www.youtube.com/watch?v=f1yaCvhaTUE

A colectomia é uma retirada do intestino grosso, podendo ser ela total ou parcial. Continue lendo e saiba mais sobre estes procedimentos.

Colectomia Total

A colectomia, ou retirada do intestino grosso total, é quando retiramos totalmente o intestino grosso, que é composto de ceco ascendente, transverso, descendente e sigmóide.

Também na total, fazemos uma anastomose do íleo ao reto, tiramos a válvula ileocecal, que é uma válvula importante para determinar absorção e ritmo de evacuação. Com o tempo, os doentes se adaptam à perda dessa válvula e é possível viver!

Bolsa Ileal

Quando se faz uma anastomose com o reto e ocorrem problemas e precisa-se refazer, ou se o doente já tem problemas de absorção, já teve seu reto retirado, temos que fazer uma bolsa com um reservatório intestinal com intestino delgado para aumentar o reservatório e absorver mais alimentos e aí esvaziar o conteúdo intestinal. Isso se chama Bolsa Ileal!

Ileorretoanastomose

Já quando nós tiramos e deixamos o reto até dentro da cavidade abdominal que nós chamamos de reto alto, que é o começo da sigmóide, nós podemos fazer uma ileorretoanastomose, que os doentes no começo tem um pouco de diarreia mas se adaptam muito bem e têm uma vida normal.

Então, um fator muito importante é a indicação! Se a indicação for, por exemplo, um doente que tem pólipos no intestino e não é incomum, 15 a 20% das vezes pode-se ter lesões sincrônicas, e é, do ponto de vista oncológico, uma cirurgia mais curativa, retiramos todo o intestino e deixamos o sigmóide acima e fazemos uma anastomose íleo com sigmoide

Como é o Preparo para a Cirurgia?

O preparo para a cirurgia é feito do modo clássico, com laxantes, que podem ser por via retrógrada ou anterógrada, isso é, ou você toma pela boca, ou faz a lavagem por baixo, este último um método que não usamos mais.

Então, pode-se fazer a limpeza do cólon em 2, 3 dias se o doente estiver mais debilitado, ou se faz na noite anterior se o doente tiver bom status e performance. Então, o seu médico que mexe com isso, que é o cirurgião, vai fazer esse preparo sem nenhum problema!

Recomendações pós-cirúrgicas

Pós cirurgia, recomendamos nessas lesões baixas que seja feita uma cirurgia muito bem feita, o cuidado é muito grande porque muitas vezes nós fazemos uma ileostomia, uma aberturinha do intestino alto, para proteger a costura lá em baixo, porque a costura é muito difícil, com um índice de aplicação elevado se não for feita a ileostomia de proteção para não ter fezes aonde costuramos.

Muitas vezes, deve ser feita uma tomografia com contraste, enchendo o reto para ver se extravasa, se tem saída, é fazer o fechamento da ileostomia quando tivermos certeza que lá em baixo está tudo bem

Vimos centenas de doentes e sabemos pela literatura , que temos milhões de pessoas que vivem sem o intestino grosso muito bem.

Sem o intestino delgado já é outra história que falaremos em outro post, que é a chamada "Síndrome do Intestino Curto".

Dito isso, é sim possível ter uma qualidade de vida social, saindo, fazendo atividades fora de casa, sem perda de fezes.

Fisioterapia Anorretal

Para finalizarmos, às vezes, quando se faz essa cirurgia em pessoas de idade maior, podemos ter pequenas perdas e hoje nós temos muito indicada a fisioterapia anorretal.

Existem especialistas que fazem fisioterapia nesta região com uma melhora fantástica!

Então, procure o seu proctologista, seu gastrocirurgião, quem lhe operou, se estiver com pequenas perdas, que você pode melhorar muito com o nutricionista e a fisioterapia da região perineal.

O baço é um órgão importante para a filtração de sangue e remoção de glóbulos vermelhos lesionados, auxiliando na produção e armazenamento de células brancas do sistema imune. Quando ocorre a ruptura do órgão, é indicada a cirurgia para a sua remoção.

quem retira o baco pode ter uma vida normal entenda prof dr luiz carneiro bg
Quem retira o Baço pode ter uma vida normal? Entenda! 6

Mas, é possível ter uma vida normal sem ele? Esse é o tema do post de hoje. Continue nos acompanhando para entender!

Baço: Anatomia e função

Localizado na parte superior esquerda do abdômen, atrás e ao lado do estômago, debaixo do diafragma, o baço mede de 10 a 15 centímetros e muito se assemelha a um punho cerrado.

Podemos dizer que, anatomicamente, o órgão apresenta um polo superior e um inferior com uma margem anterior e uma posterior. Além do hilo esplênico de onde saem e entram a veia esplênica e artéria.

Ele também é dividido em duas partes, sendo elas a polpa branca e a vermelha. A branca é formada por linfoides, responsáveis pela produção de glóbulos brancos, ou seja, os linfócitos T e B do sistema imunológico.

Já a vermelha envolve o tecido sanguíneo, que filtra o sangue removendo as partículas estranhas do organismo.

Quando é indicada a cirurgia de retirada do baço?

A cirurgia de retirada do baço recebe o nome de esplenectomia e conforme dissemos, é indicada quando ocorre um trauma abdominal que provoca a ruptura do órgão. 

Porém, esse não é o único motivo da indicação da cirurgia. Existem outros fatores que devem ser considerados, tais como:

Na maioria das vezes, o método cirúrgico escolhido para remover o baço é a videolaparoscopia. O procedimento é menos invasivo, feito com três pequenas incisões no abdômen do paciente.

Em seguida, o cirurgião insere os instrumentos com uma câmera de vídeo para visualizar o órgão e fazer a remoção. A cirurgia leva em média duas horas para ser finalizada.

A vida após a retirada do baço

Após a cirurgia, algumas pessoas ficam em dúvida se é possível ter uma vida normal sem o baço. E a resposta é sim, é possível viver normalmente sem ele. 

Porém, é necessário ter em mente que a capacidade do organismo em combater infecções, será menor. Assim sendo, então, é necessário que o indivíduo se proteja.

O ideal é tomar as vacinas específicas, como Pneumococcus, meningococos e Haemophilus Influenzae, garantindo a proteção contra bactérias gram-positivas, que possam levá-lo a uma infecção pneumocócica. É importante que a vacinação seja realizada, de preferência, antes da cirurgia. 

Se você já passou por uma cirurgia de retirada do baço, deixe um comentário abaixo.

Se nunca passou, mas conhece alguém que precisa saber sobre o assunto, aproveite para compartilhar o conteúdo!

https://www.youtube.com/watch?v=3P0QL-vtjXk

O câncer de pâncreas tem aumentado muito sua incidência nos últimos anos, bastante associado com causas como cigarro, eventualmente, algumas doenças crônicas e temos que ter muita vigilância, pois o segredo é o diagnóstico precoce! Continue nos acompanhando e descubra as formas de tratamento desse câncer!

Segmento para o Câncer de Pâncreas

Se você tiver lesões que são passíveis de se transformar em câncer, como as lesões chamadas de IPMN (lesões císticas do pâncreas), elas têm um potencial de malignização!

Então, é importante fazer o segmento. Se estiver em fase inicial, é praticamente curativo quando se ressecam estas lesões!

Nestas situações, o melhor tratamento ainda é a cirurgia! A ressecção cirúrgica é curativa quando faz-se uma cirurgia chamada R0, que significa tirar totalmente toda a doença visível do campo operatório. As taxas de sobrevida são muito boas!

Diagnóstico tardio do Câncer de Pâncreas

Entretanto, muitas vezes, essa doença já vem avançada com gânglios regionais muito comprometidos. Então, existe um protocolo novo que faz quimioterapia com algumas drogas que são específicas para o pâncreas e eventualmente alguma indicação de radioterapia e depois avalia se vale a pena operar ou não.

Então, se houver uma resposta inicial à quimioterapia para o pâncreas, nós fazemos a ressecção, se não, pode associar radioterapia ou outras formas de tratamento!

Tratamento com Ablação

Existe uma modalidade nova agora para pequenas lesões que é a da ablação, com um aparelhinho especial que chamam de knife.

É uma terapia muito específica com radioterapia que pega só um campinho e que, eventualmente, pode ser feita. Além de algumas outras possibilidades de ablação com agulhas de radiofrequência!

Na verdade, a ablação tradicional é elétrica. Um ultrassom, como se fosse um microondas, da onde duas correntes elétricas destroem apenas a lesão! Essa é uma técnica acessível em pouquíssimos centros no Brasil, mas que ainda é possível ser feita!

Tratamento com Imunoterapia

Também é possível fazer a imunoterapia, que é um tratamento que usamos hoje quando falham todas essas tentativas anteriormente citadas, mas que também tem progredido muito e nós temos utilizado e visto bons resultados!

Como mensagem final, queria dizer para estarem muito atentos, pois dor nas costas, dor na coluna, persistentes, podem ser um sinal de pancreatite!

Então, sempre que tiver uma dor muito forte, em faixa, na região do tórax, procure fazer uma tomografia ou um exame mais adiante e tecnicamente mais sofisticado do que o ultrassom para saber se seu pâncreas está bem, principalmente se você for fumante ou tiver uma dessas lesões!

Colecistectomia é o nome da cirurgia de retirada da vesícula biliar, indicada principalmente quando o paciente tem pedras na vesícula, ou alguma outra doença nela

colecistectomia entenda o processo pos operatorio prof dr luiz carneiro bg
Colecistectomia: Entenda o processo pós-operatório 8

Quer saber mais sobre o procedimento e como funciona o pós-operatório? Então, continue nos acompanhando!

Quais os tipos de Colecistectomia existentes?

Existem dois tipos de colecistectomia: convencional e por laparoscopia. A convencional ou aberta é feita por meio de um corte no abdômen para a remoção da vesícula. Geralmente, a cicatriz fica bem visível no paciente e a recuperação é um pouco mais demorada.

Por sua vez, a cirurgia feita por laparoscopia ou vídeo laparoscopia é realizada por meio de anestesia geral e pequenas incisões no abdômen, sendo menos invasiva e com uma recuperação mais rápida e menos riscos.

Ainda podemos citar a colecistectomia ampliada onde uma porção do fígado pode ser retirada em conjunto, uma cirurgia mais extensa e indicada em casos específicos, como o câncer de vesícula (invasivo ou avançado), para evitar a recidiva da doença.

Os Cuidados após a cirurgia   

No pós-operatório o paciente geralmente tem dor leve nos cortes e facilmente controlada com analgésicos. Pode surgir um desconforto no abdômen ou ombro do paciente, devido a uma irritação no nervo frênico, que ocorre com a cirurgia laparoscópica.

Nos primeiros dias, é necessário que o paciente mantenha uma alimentação leve e hipogordurosa. Porém, não é preciso seguir uma dieta totalmente rigorosa.

Também deve-se evitar a força abdominal no pós-operatório para ajudar na cicatrização rápida. Podem ocorrer alguns episódios de enjoo e vômito, sintomas amenizados com medicamentos analgésicos indicados pelo médico. 

No caso da cirurgia por vídeo laparoscopia, o indivíduo poderá voltar a fazer exercícios físicos leves, trabalhar ou dirigir depois de sete dias. 

Ainda nesse período, não se deve ficar muito tempo deitado, sentado ou na mesma posição. O ideal é se movimentar várias vezes durante o dia, desde que não seja de maneira brusca.

De modo geral, podemos dizer que não existem grandes prejuízos para o indivíduo. Quando a cirurgia é realizada por profissionais qualificados, é possível ter uma vida normal, sem complicações.

O conteúdo foi esclarecedor? Possui alguma outra dúvida a respeito da colecistectomia?

Deixe um comentário e compartilhe!

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