Você sabe o que é a hepatite autoimune? Entenda causas da doença

A hepatite é um tipo de inflamação que afeta o fígado. Ela pode ter caráter agudo ou crônico, mas é um problema que exige atenção porque pode levar à falência desse órgão, ou seja, ele deixa de funcionar em função da doença.

Existem diferentes tipos de hepatite que são causadas por vírus, como a hepatite B e a hepatite C. Mas você sabia que também existe uma variação dessa doença que não está relacionada a agentes patógenos? Nesse caso, sua origem se dá em um mau funcionamento do sistema imunológico.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então continue lendo para conhecer a hepatite autoimune, descobrir exatamente o que provoca esse problema e também quais são os tratamentos disponíveis para ele.

Sobre a hepatite autoimune

Estamos constantemente expostos a micro-organismos e fatores externos que provocam desequilíbrio em nosso organismo, ou seja, desencadeiam doenças. O que impede que estejamos sempre doentes é o nosso sistema imunológico.

Ele atua na linha de frente combatendo o que poderia abalar a saúde. Porém, nem sempre essa nossa defesa funciona como deveria. Em alguns casos, o enfraquecimento dela favorece a manifestação, por exemplo, de gripes e resfriados, mas também pode acontecer de o sistema imune funcionar descontrolado.

Quando isso acontece, se manifestam problemas como a hepatite autoimune. Essa inflamação no fígado ocorre porque as defesas do organismo começam a atacar as células saudáveis desse órgão, reconhecendo-as como estranhas. Como consequência, o fígado passa a não funcionar corretamente, já que está sendo combatido pelo corpo.

Tipos de hepatite autoimune

A hepatite autoimune é mais comum em mulheres com menos de 30 anos de idade. Embora se saiba que é um reflexo do mau funcionamento do sistema imunológico, as causas exatas desse defeito, digamos assim, ainda não são muito bem definidas. De toda forma, é possível que isso esteja relacionado à genética do indivíduo.

Existem três subtipos da hepatite autoimune, sendo:

  • tipo 1: ocorre, geralmente, entre os 16 e 30 anos de idade. Percebe-se a presença dos anticorpos AML e FAN no sangue. Pode ser associada a outros problemas, como sinovite, colite ulcerativa, tireoidite e doença celíaca;
  • tipo 2: atinge, geralmente, crianças entre 2 e 14 anos de idade. Está associada ao anticorpo Anti-LKM1. Pode se manifestar com a tireoidite autoimune, diabetes do tipo 1 e vitiligo;
  • tipo 3: similar ao subtipo 1, no entanto, geralmente mais grave do que ele. Se relaciona com o anticorpo anti-SLA/LP.
É válido ressaltar que, diferentemente dos outros tipos de hepatite provocados por vírus, essa, que ocorre em função do sistema imunológico, não é contagiosa. Sendo assim, ela fica restrita à pessoa que tem o problema e não pode ser transmitida para outros.

Tratamento da hepatite autoimune

Uma vez que a hepatite autoimune não é causada por agentes externos não há como eliminar o fator que a desencadeia. Trata-se de uma condição do organismo do indivíduo, por isso, ela não pode ser curada, sendo que o tratamento consiste em controlar o sistema imunológico.

Isso pode ser feito por meio da aplicação de medicamentos como a Prednisona e Azatioprina. Dessa forma, conseguimos reduzir a inflamação do fígado e evitar que suas células sejam combatidas pelo sistema de defesa do organismo.

Além disso, é fundamental adotar uma dieta nutritiva e equilibrada, evitando os alimentos muito gordurosos, bebidas alcoólicas, o excesso de conservantes e de agrotóxicos. Assim, é possível manter o bom funcionamento do fígado e conviver com o problema sem complicações.

O transplante de fígado está indicado para os casos que tenham indicação pela cirrose ou doença aguda. Isso porque, como a hepatite está relacionada com o sistema imunológico e não com o órgão em si, existe o risco de, após a cirurgia, o problema se manifestar outra vez e atacar o fígado que foi transplantado.

Os sintomas da hepatite autoimune variam muito de pessoa para pessoa e, em alguns casos, pode ser assintomático. Então, em qualquer sinal de desconforto, como perda de apetite, dor abdominal, vômitos, enjoos e ictérica, é fundamental procurar um especialista. Além, disso deve-se manter o acompanhamento periódico para realização de exames de rotina, a fim de identificar problemas no começo.

Clique no sino do canto inferior esquerdo para receber notificações!

         por Dr. Luiz Carneiro D’Alburquerque

CRM 22.761    

 

 

 

 

 

 

 

      por Dr. Luiz Carneiro

D’Albuquerque

CRM 22.761    

4 Comentários

  1. Olá Dr. Sou portadora de cirrose biliar e gostaria q o senhor falasse sobre esse assunto, já q é considerada doença rara não tem muita informação, obrigada

    Responder
  2. Estou tão ruim do figado que estou amarela os meu olhos também já não posso comer mais nada que é motivo é crime até de ansiedade o que fazer por favor me ajudem

    Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Prof. Dr. Luiz Carneiro

Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

TIRE SUAS DÚVIDAS

× Agendar Consulta.
Share This