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Cirurgia Convencional

A cirurgia convencional do aparelho digestivo é uma abordagem confiável e acessível para tratar diversas condições gastrointestinais. Descubra como essa técnica tradicional continua desempenhando um papel importante na medicina. Clique aqui e tire suas dúvidas!

cirurgia Prof Dr. Luiz Carneiro

A cirurgia convencional do aparelho digestivo desempenha um papel significativo na medicina ao tratar uma série de condições que afetam o sistema gastrointestinal. 

É um procedimento acessível, amplamente disponível e tem uma longa história de sucesso no tratamento de doenças digestivas. 

Embora técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, tenham ganhado destaque, a cirurgia convencional ainda é indispensável em muitos casos.

Neste artigo, vamos explorar a cirurgia convencional, incluindo o que é, quando é indicada, como é realizada e como é a recuperação do paciente após o procedimento. Leia até o final e saiba mais!

O que é a cirurgia convencional?

A cirurgia convencional, também conhecida como cirurgia aberta, é uma técnica cirúrgica tradicional que envolve a realização de procedimentos por meio de uma incisão na pele e nos tecidos do paciente.

É chamada de "convencional" porque foi a técnica predominante por muitos anos antes do desenvolvimento de abordagens minimamente invasivas, como a cirurgia laparoscópica e a cirurgia robótica.

Na cirurgia convencional, o cirurgião faz uma incisão suficientemente grande para acessar a área alvo do corpo, como o abdome para cirurgias no aparelho digestivo. 

Em seguida, o cirurgião utiliza instrumentos cirúrgicos manuais, como bisturis, tesouras, pinças e afastadores, para realizar o procedimento. A visão direta da área de operação é obtida através da incisão, permitindo ao cirurgião manipular os órgãos e tecidos com as próprias mãos.

Quando a realização de uma cirurgia convencional do aparelho digestivo é indicada?

A cirurgia convencional é indicada em várias situações, incluindo:

  • Transplante Hepático 
  • Pacientes com cirurgias convencionais prévias 
  • Tumores malignos ou benignos muito grandes,, que não seriam passíveis de manipulação por videolaparoscopia 
  • Cirurgia de trauma .

Como é realizada a cirurgia convencional no aparelho digestivo?

Preparo pré-operatório

Antes da cirurgia convencional, o paciente passa por uma avaliação médica detalhada, incluindo exames de sangue, radiografias e, em alguns casos, colonoscopia ou endoscopia. 

Cada caso deve ser avaliado individualmente sobre qual melhor via de acesso. 

Procedimento cirúrgico

Durante a cirurgia convencional, o paciente é anestesiado, e uma incisão é feita na área a ser tratada. 

O cirurgião utiliza instrumentos cirúrgicos manuais para realizar a intervenção, seja a ressecção de um segmento do intestino, a remoção de tumores ou a reparação de hérnias. A incisão é então suturada ou grampeada para fechar a pele.

Procedimento pós-operatório

A recuperação após uma cirurgia convencional do aparelho digestivo varia dependendo da complexidade do procedimento e da condição do paciente. 

Geralmente, os pacientes passam um período de tempo no hospital após a cirurgia, sendo monitorados. O tempo de internação pode variar de alguns dias a semanas.

Após a alta hospitalar, os pacientes precisam seguir as orientações médicas rigorosamente, incluindo dieta, medicação e cuidados com a incisão. O retorno às atividades normais pode levar semanas ou até mesmo meses, dependendo da cirurgia.

O que é importante saber sobre a cirurgia convencional do aparelho digestivo?

A cirurgia convencional do aparelho digestivo desempenha um papel fundamental na medicina, oferecendo uma abordagem para tratar uma variedade de condições gastrointestinais. 

Sua importância reside na acessibilidade, disponibilidade generalizada e na capacidade de tratar condições complexas de forma eficaz. 

Embora envolva incisões maiores e um período de recuperação mais longo em comparação com abordagens minimamente invasivas, a cirurgia convencional continua a ser uma opção segura e eficaz para pacientes que necessitam de intervenções no aparelho digestivo.

Quais as diferenças entre a cirurgia convencional, laparoscópica e robótica?

As cirurgias convencionais, laparoscópicas e robóticas representam abordagens cirúrgicas distintas, cada uma com suas características e implicações. 

A cirurgia convencional é a abordagem tradicional, que envolve a realização de uma única incisão relativamente grande no corpo do paciente para acessar a área de operação. 

Os instrumentos cirúrgicos são operados manualmente pelo cirurgião, que tem uma visão direta e tato sobre os tecidos e órgãos. Esta técnica é amplamente utilizada e está disponível na maioria dos hospitais.

Porém, as cicatrizes são maiores do que em outros tipos de cirurgia, além de poder ter maior perda de sangue durante a cirurgia, recuperação mais lenta e um aumento no risco de infecção.

Por outro lado, a cirurgia laparoscópica envolve a realização de procedimentos cirúrgicos através de várias pequenas incisões no corpo do paciente. 

Um laparoscópio, uma câmera de vídeo, é inserido em uma das incisões para fornecer uma visão em tempo real da área de operação em um monitor. Os instrumentos cirúrgicos são inseridos através de outras incisões e são operados pelo cirurgião.

Nessa cirurgia, as cicatrizes são menores e há menor risco de infecção devido às incisões pequenas, menos perda de sangue, recuperação mais rápida e menos dor pós-operatória. No entanto, requer treinamento específico e apresenta limitações em procedimentos complexos.

Por fim, a cirurgia robótica é uma forma avançada de cirurgia minimamente invasiva que utiliza um sistema robótico, onde o cirurgião opera os instrumentos cirúrgicos, e um robô executa os movimentos. 

Assim como na cirurgia laparoscópica, há menor perda de sangue e cicatrizes menores, recuperação mais rápida e menos dor pós-operatória. No entanto, requer treinamento especializado para cirurgiões, tem disponibilidade limitada e está associada a altos custos.

Cada tipo de cirurgia tem suas próprias vantagens e desvantagens, e a escolha da abordagem cirúrgica depende da condição do paciente, da experiência do cirurgião e das opções disponíveis. 

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dr Luiz Carneiro

Profº Dr.Luiz Carneiro

CRM: 22.761/SP

Diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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