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Cirurgia do refluxo gastro esofágico

Refluxo gastroesofágico: o que causa e quais os sintomas? | Por Prof Luiz Carneiro CRM 22761 | Diretor do serviço de transplante e cirurgia do fígado do hospital das clínicas da faculdade de medicina da USP.

A cirurgia do refluxo gastro esofágico pode ser um procedimento realizado pela via laparoscópico ou convencional, indicado quando o tratamento com medicamentos e os cuidados com a alimentação já não oferecem bons resultados, principalmente aos pacientes que apresentam lesões significativas no esôfago decorrente de sua doença.

A técnica utilizada habitualmente é a laparoscopia, com anestesia geral, onde são utilizadas pinças e câmeras através de cortes pequenos entre o estômago e o esôfago, feitos na pele.

Essa cirurgia também é importante para corrigir a hérnia de hiato, uma das principais causas de refluxo gastro esofágico.

Preparo para a cirurgia de refluxo gastro esofágica

Antes de realizar a cirurgia, é preciso que o paciente esteja em jejum de 12 horas, sem ingerir nenhum alimento sólido e 8 horas sem alimentos líquidos. Em casos de uso contínuo de algum medicamento, ele deverá ser suspenso para evitar efeitos colaterais, seguindo a recomendação médica.

São realizados exames pré-operatórios gerais e específicos para cada paciente, como hemograma completo, exame de coagulação, raios-X do tórax e eletrocardiograma, para uma avaliação completa do paciente. Assim como exames definidos pelo médico assistente e anestesiologista ou cardiologista.

Além destes, os exames de endoscopia esofágica e manometria do esôfago são feitos para determinar as funções e alterações esofágicas.

Cirurgia de refluxo gastro esofágico: Pós-operatório

A recuperação da cirurgia de refluxo gastro esofágico costuma ser rápida e com poucos riscos. Geralmente, o paciente não sente tanta dor e recebe alta um ou dois dias após o procedimento, podendo voltar à rotina após duas semanas.

Para uma recuperação ainda mais rápida, é recomendado que o paciente:

  • Evite dirigir por 10 dias ao menos;
  • Não levante peso;
  • Não realize atividades físicas, somente um mês depois ou quando o médico liberar;
  • Evite relações sexuais por duas semanas;
  • Não fique sentado e nem deitado por muito tempo.

Além de todas essas recomendações, também é necessário marcar um retorno ao médico assistente para orientações dieta e outros cuidados no pós operatório.

O médico provavelmente recomendará o uso de analgésicos e anti-inflamatórios para reduzir qualquer tipo de desconforto na região da cirurgia.

Dieta pós cirúrgica

O paciente, após a cirurgia, deve se alimentar apenas com líquidos por pelo menos uma semana, o que pode se estender até duas semanas, dependendo da recuperação do paciente.

A dieta pastosa deve ser iniciada aos poucos, a partir da segunda ou terceira semana, com alimentos cozidos, purês, peixe, frango desfiado e carne moída. Somente o médico poderá liberar o paciente para que ele retome a sua alimentação normal.

Bebidas com gás, durante os primeiros meses, como refrigerantes e água gaseificada devem ser evitadas, bem como alimentos que produzem gases ao intestino, sendo eles o feijão, repolho, ovo, ervilha, cebola, pepino, melão, entre outros. O ideal é comer e beber lentamente, evitando assim as dores de estômago.

Complicações

Esse tipo de cirurgia é bastante seguro. Porém, sempre haverá riscos, mesmo baixos, de surgirem complicações, entre elas o sangramento e a infecção no corte.

Muitas vezes, dependendo da gravidade do problema, as complicações podem fazer com que o paciente precise operar novamente, sendo submetido a uma nova cirurgia convencional.

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dr Luiz Carneiro

Profº Dr.Luiz Carneiro

CRM: 22.761/SP

Diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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