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Como diagnosticar a Hepatite Autoimune?

A hepatite autoimune pode ter uma apresentação ampla, desde assintomática até casos mais graves de insuficiência hepática. Além da suspeita clínica, os exames de sangue e a biópsia são essenciais para o diagnóstico.

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O sistema imunológico tem a importante função de proteger o organismo contra agentes infecciosos como as bactérias e os vírus. No entanto, existem situações em que ele apresenta um mau funcionamento e acaba atacando células do próprio organismo. É o que acontece nos casos de hepatite autoimune.

Nessa doença, os anticorpos passam a atacar o fígado e provocam um processo inflamatório. A hepatite autoimune costuma acometer mais as mulheres, e pode estar associada a outras doenças autoimunes. 

Acredita-se que o problema pode estar relacionado a fatores genéticos que aumentam a predisposição, e que isso pode ser desencadeado por algum gatilho ambiental, vírus, bactérias, toxinas ou drogas que estimulam a resposta errada do sistema imunológico.

Diagnosticar e tratar essa doença é fundamental porque ela pode levar à cirrose ou insuficiência hepática. Então, preparamos este material para que você descubra como é feito o diagnóstico da hepatite autoimune. Continue lendo para conferir.

Sintomas de hepatite autoimune

No caso da hepatite autoimune, os sintomas podem ser muito amplos, e às vezes inespecíficos.  Entre eles, podemos citar:

  • fraqueza;
  • icterícia;
  • dor ou desconforto abdominal;
  • dores musculares;
  • anorexia;
  • perda de peso;
  • febre sem motivo aparente;
  • coceira;

Pode ocorrer, ainda, o aumento do tamanho do baço e do fígado. Também existem casos em que a hepatite autoimune se mostra assintomática.

Além disso, os sintomas da doença podem variar de pessoa para pessoa e nem sempre são contínuos. Assim, os desconfortos vão e voltam.

Um grupo menor de pessoas pode manifestar a forma grave da doença, evoluindo com hepatite aguda grave e insuficiência hepática

Métodos diagnósticos da hepatite autoimune

A hepatite autoimune é diagnosticada principalmente por meio de duas técnicas, sendo os exames de sangue e a biópsia do fígado.

Exame de sangue

Problemas hepáticos podem provocar aumento de TGO, TGP, e bilirrubina. Mas é preciso fazer uma investigação mais aprofundada para diagnosticar a hepatite autoimune em si, a fim de diferenciar esse problema das demais hepatites e de outras doenças metabólicas.

Por meio da sorologia, podemos conhecer a dosagem de auto-anticorpos. Esse é um exame fundamental para identificar o excesso deles, que indica a ocorrência da hepatite autoimune. Nesses casos, o sistema imunológico produz mais anticorpos antinucleares, anticorpos contra microssomos do fígado e rim e anticorpos contra músculo liso.

Também os exames de sangue são importantes para excluir outras causas de hepatites, como as caudadas por vírus. 

Biópsia hepática

Na biópsia, é feita a coleta de uma pequena amostra de tecido do fígado para que seja examinada em microscópio. As características dessa amostra podem indicar com precisão a ocorrência de hepatite autoimune. Além disso, permite conhecer mais a fundo a doença em si, conferindo dados sobre a atividade dela e ainda o seu prognóstico.

Existem outros exames que também podem ser solicitados pelo médico. Eles não fazem o diagnóstico da hepatite autoimune em si, mas são grandes aliados para descartar outros quadros e também para avaliar as condições do fígado.

Pode ser feita uma ultrassom para investigar a presença de cirrose, a tomografia ou ressonância. Além de ajudar a identificar a cirrose, também ajudam a excluir outras doenças hepáticas, que podem ser diagnósticos diferenciais

Vale ressaltar que a hepatite autoimune é uma doença crônica. É fundamental que ela seja tratada porque, com o passar do tempo, pode levar à fibrose, e por fim evoluir para cirrose e insuficiência hepática. O acompanhamento médico periódico permite monitorar a saúde de um modo geral e controlar a evolução da doença.

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dr Luiz Carneiro

Profº Dr.Luiz Carneiro

CRM: 22.761/SP

Diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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