Fale conosco

O que pode causar aumento da transaminase pirúvica?

Índice

A transaminase pirúvica é uma enzima hepática cuja elevação pode indicar danos ao fígado ou outras condições clínicas. Causas como hepatites, uso de medicamentos e distúrbios metabólicos estão entre as principais. Entenda mais sobre esse assunto!

Profissional de saúde segura modelo anatômico do fígado e órgãos adjacentes sobre mesa com documentos médicos.

A transaminase pirúvica, também conhecida como ALT (alanina aminotransferase), é uma enzima encontrada principalmente no fígado e que participa do metabolismo dos aminoácidos. 

Seu aumento nos exames de sangue pode indicar lesões hepáticas ou distúrbios sistêmicos mais amplos, exigindo avaliação médica criteriosa.

Elevações dessa enzima podem ocorrer em diferentes situações, desde condições agudas como hepatites virais até doenças crônicas como esteatose hepática e uso prolongado de medicamentos hepatotóxicos.

Neste artigo, abordaremos as doenças hepáticas associadas ao aumento da transaminase pirúvica, o impacto de medicamentos e substâncias tóxicas e como os distúrbios metabólicos e autoimunes também podem influenciar esse marcador. Leia até o final e saiba mais!

Doenças hepáticas mais comuns associadas

A principal fonte da transaminase pirúvica no organismo é o fígado. Por isso, seu aumento está fortemente associado a patologias hepáticas. Essas condições podem ser agudas ou crônicas, e quanto mais elevada estiver a enzima, maior a chance de agressão ao fígado.

As doenças hepáticas que mais causam elevação da ALT incluem:

Em casos de hepatite viral, os valores da enzima podem se elevar de forma significativa. Já na esteatose hepática, o aumento costuma ser moderado e persistente. 

O diagnóstico definitivo deve ser feito por exames complementares, como ultrassonografia, sorologias e, em alguns casos, biópsia hepática.

Além disso, fatores como obesidade, diabetes e sedentarismo contribuem para o desenvolvimento de doenças hepáticas que alteram a transaminase. 

Medicamentos e substâncias tóxicas

Diversos medicamentos e substâncias químicas têm potencial de lesar as células hepáticas e, com isso, elevar os níveis de transaminase pirúvica. 

Esse tipo de lesão é chamado de hepatotoxicidade e pode variar de discreta a grave, dependendo da substância e da predisposição do paciente.

Substâncias frequentemente associadas ao aumento da ALT:

  • Paracetamol em altas doses
  • Antibióticos 
  • Anticonvulsivantes
  • Medicamentos antifúngicos
  • anabolizantes
  • Consumo excessivo de álcool

Alguns medicamentos são hepatotóxicos apenas em pessoas mais sensíveis ou com doenças pré-existentes. Outros, quando usados de forma crônica ou em doses elevadas, podem causar inflamação hepática.

É importante relatar ao médico todos os medicamentos em uso, inclusive fitoterápicos e suplementos. Muitas pessoas acreditam que produtos naturais não fazem mal, mas alguns podem agredir o fígado.

A interrupção ou substituição do medicamento pode ser necessária em casos de alteração confirmada. O acompanhamento com exames de sangue regulares é indicado em tratamentos prolongados para prevenir complicações.

Distúrbios metabólicos e doenças autoimunes

Além das causas hepáticas e medicamentosas, o aumento da transaminase pirúvica pode estar relacionado a condições metabólicas e autoimunes. Essas doenças afetam o fígado de maneira indireta ou crônica, e seu diagnóstico pode exigir investigação detalhada.

Entre as causas metabólicas mais comuns estão:

Essas condições favorecem o acúmulo de gordura no fígado e o processo inflamatório, conhecido como esteato-hepatite não alcoólica, que também altera a ALT.

Entre as doenças autoimunes associadas, destacam-se:

Nesses casos, o próprio sistema imunológico ataca o fígado, provocando inflamação e aumento da transaminase. O tratamento envolve o controle da doença de base, geralmente com imunossupressores ou dieta específica.É fundamental avaliar o histórico clínico, sintomas associados e fazer exames laboratoriais complementares. Identificar e tratar a causa correta é o primeiro passo para normalizar os níveis da enzima e preservar a função hepática.

Profº Dr. Luiz Carneiro
CRM: 22.761/SP | RQE: 133842 - CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO
Diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.
Saiba mais sobre o autor
Todos os comentários serão avaliados antes de serem aprovados.

Deixe o seu comentário!

Consigo viver sem parte do fígado?

25/01/2022

Se o fígado é um órgão capaz de se regenerar, uma pessoa pode viver sem…

Leia o texto completo

Qual a função do fígado e por que é importante mantê-lo saudável

04/12/2018

Diversos órgãos são vitais para o ser humano, ou seja, não é possível sobreviver se…

Leia o texto completo

Adenoma Hepático

22/11/2018

Adenoma Hepático é um tumor de fígado benigno, que temos que observar com exames de…

Leia o texto completo