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Adenoma Hepático

O que é Adenoma Hepático

Pessoal hoje nós vamos falar de Adenoma Hepático.

Adenoma Hepático é um tumor de fígado benigno, mas que temos que discutir algumas particularidades, alguns detalhes. O tumor benigno, mas nós sabemos que ele tem uma possibilidade de ser um tumor maligno e como é que nós vamos saber isso?

Quando ele aparece em geral, é assintomático é achado. As pessoas vão ao médico e fazem um exame de imagem, pelo sintoma que pode ser uma gastrite etc, algum problema do aparelho digestivo que se detectam Adenoma.

O exame que ajuda no diagnostico

Como nós já falamos aqui em outras doenças, o padrão ouro de imagem é a ressonância magnética. A ressonância magnética hoje, bem feita com aparelhos modernos nos dá muita informação, porque, por exemplo, se tem conteúdo de gordura dentro do adenoma, nós temos que tomar uma atitude terapêutica, se não tem nós temos que tomar outras atitude terapêutica.

Então a ressonância vai ser muito útil, para a possibilidade de se indicar ou não a biópsia hepática, que é a punção com agulha, para tirar um pedacinho desse adenoma e examinar no microscópio.

Feito isso, nós temos um ressonância que tem muita gordura e que tem alguns aspectos, que a imagem sugere, nós não precisamos fazer biópsia, nós podemos seguir esse adenoma, apenas com imagem. Se houver na ressonância magnética, com um aparelho bem feito e com algum médico, que saiba laudar e interpretar o exame de maneira correta, nós teremos que fazer uma biópsia do fígado e tirar um pedacinho desse fígado.

Esse pedaço mostrando que existem, algumas mutações genéticas, como por exemplo, uma mutação da beta catenina, entre outras, nos temos que pensar na possibilidade cirúrgica. Se for em homem que é raro, mas se tiver uma mutação com beta catenina,  nós temos que operar esse paciente.

Por que temos que operar o paciente se houver mutação com beta catenina?

Porque existe o risco de câncer, é um potencial maligno, é como uma verruguinha que vai crescendo e pode malignizar nós temos então, que tirar esse adenoma. Então se nós observarmos e não tiveram outra característica maior, nós podemos fazer o seguimento desta lesão.

Existe hoje um consenso, que as lesões até cinco centímetros não deve ser operadas, a não ser que tenha um beta catenina positiva. Existe muita discussão que as lesões maiores que cinco centímetros, deveriam ser operadas.

Mas hoje, nós sabemos que, em localizações complexas do fígado, em cirurgias que seriam então muito complicadas, de alto risco para o doente, nós podemos acompanhar lesões de 7 8 10 centímetros pelo risco. Então, nós dizemos que o risco de tirar essa lesão, que tem um potencial maligno, é maior do que só fazer o seguimento, porque o risco da cirurgia seria muito maior, que o risco do segmento.

Então nós temos que fazer o segmento, por outro lado, às vezes é uma localização muito fácil, de fácil ressecção que dá para, por exemplo, até por Videolaparoscopia, então pode se fazer a ressecção. Mas a conduta atual então vamos relembrar.

Quando nós temos um achado incidental, de um adenoma, menor que 5 centímetro, na ressonância mostrando que é um padrão bem definido, com uma máquina boa e um radiologista experiente, nós vamos seguir essa imagem. Se alguma característica desta lesão indicar, que existe necessidade, em função dessa imagem, nós fazemos a biópsia e se tiver essa alteração genética, nós então, fazemos a indicação de cirurgia.

Sempre em homem, a adenoma em homem deve ser sempre operado, porque o risco é muito maior. E queria lembrar, que existe muita discussão, mas parece haver uma associação do adenoma, com a pílula anticoncepcional.

Então nessas situações, quando se diagnostica o adenoma, nós recomendamos não suspender o uso da pílula, ao menos por seis meses, á um ano, dependendo do tamanho da lesão. Porque pode haver diminuição do tamanho, que é dependente do hormônio.

Então antes de qualquer atitude, nós temos que saber se existe uso contínuo de pílula anticoncepcional. Se houver, antes de tratar e de propor cirurgia, nós temos que suspender a pílula e observar por seis meses a um ano. Acho que isso é o grosso de informações, quem precisar de mais detalhe, nos avise que nós fazemos outra reportagem, programamos outra conversa, sobre esse assunto. Mas por hoje acho que é o suficiente e esclarecedor.

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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