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Transplante de Órgãos: o que fazer para se tornar um doador?

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Doar um órgão é uma das ações mais bonitas que existem e muitas vezes é a única esperança de pessoas que aguardam na fila do transplante. Mas, o que fazer para se tornar um doador e ajudar o próximo? 

Profissional da saúde segura caixa térmica identificada com 'Human Organ for Transplant', ilustrando o tema Transplante de Órgãos: o que fazer para se tornar um doador?"

Falaremos sobre esse assunto no post de hoje. Continue nos acompanhando para saber se existem critérios para realizar uma doação!

Como funciona o Transplante de Órgãos?

O transplante de órgãos é caracterizado como o procedimento cirúrgico onde um órgão ou tecido de uma pessoa enferma é substituído por um órgão saudável de um doador em vida ou falecido.  

Quando o doador é vivo, ele precisa ser maior de 18 anos e apresentar boas condições de saúde. Antes de o procedimento ser realizado, o indivíduo passa por avaliações médicas para verificar se o organismo conseguirá suprir a falta de alguma parte de seu corpo. A doação só poderá ser realizada entre parentes de até quarto grau.

Com relação ao doador falecido e de acordo com a Lei nº 9.434, só se pode realizar o transplante de órgãos ou tecidos após a constatação de morte encefálica, ou seja, quando existe a perda irreversível das atividades do cérebro.   

Como se tornar um doador?

Uma das primeiras coisas a se fazer quando você deseja se tornar um doador de órgãos e tecidos é avisar a sua família a respeito dessa vontade. Mesmo que ainda seja um assunto desconfortável, é importante que exista esse debate.

A família deve estar ciente de que, após a sua morte, existe o desejo de realizar a doação. 

Geralmente, após a morte encefálica os familiares são orientados a respeito do processo de doação. E mesmo sendo um momento difícil para todos, o sofrimento será transformado em esperança, ao dar a oportunidade de uma nova vida a quem tanto esperava.

E por que a Doação de Órgãos é tão importante?

Conforme dissemos, a doação é um gesto de empatia que pode ajudar a salvar muitas vidas. De acordo com a ABTO, o transplante hepático sofreu uma queda de 10% nos últimos anos. O transplante de doadores não vivos caiu em 12%.

Enquanto isso, muitas pessoas ainda se encontram na fila do transplante de órgãos.

Não deixem de conversar com suas famílias sobre o desejo de doar!

O conteúdo foi esclarecedor? Possui mais dúvidas sobre o assunto? 

Deixe um comentário e compartilhe para incentivar mais pessoas a doar órgãos!

Profº Dr. Luiz Carneiro
CRM: 22.761/SP | RQE: 133842 - CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO
Diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.
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