Esteatose hepática: Quais são as causas?

Última atualização em 03/03/2021 por Prof Luiz Carneiro
• Tempo estimado de leitura: 4 minutos

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A esteatose hepática é uma condição clínica, que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no fígado, e geralmente não apresenta sintomas iniciais. Ela é classificada em três graus, de acordo com a sua gravidade, sendo a esteatose hepática grau 1 leve, grau 2 a que ocorre de forma moderada e a grau 3 a grave.

A imagem contém uma representação gráfica de um fígado com esteatose hepática e um fígado saudável.

O que é esteatose hepática?

No post de hoje, falaremos mais sobre a esteatose hepática, bem como suas principais causas e formas de tratamento. Acompanhe!

As consequências da esteatose hepática

O nosso organismo precisa de gorduras para cumprir a maioria de suas funções. Porém, quando a gordura é ingerida em excesso, esse nutriente pode trazer consequências negativas para a saúde.

Assim sendo, o acúmulo de gordura acaba provocando prejuízos para diferentes órgãos, incluindo o fígado.

Para que esse órgão consiga desempenhar suas funções, suas células precisam estar saudáveis. E quando a esteatose hepática se manifesta, aos poucos o seu funcionamento vai sendo prejudicado, e surgem lesões silenciosas.

Como o fígado possui uma capacidade grande de se regenerar sozinho, ele se recupera dessas lesões. Entretanto, não são produzidas as células hepáticas, mas sim um tipo de tecido (fibrose) que não consegue desempenhar as mesmas atividades de uma célula saudável.

Por isso, a tendência é que, com o passar do tempo, o fígado perca as suas funções e evolua para um quadro de cirrose. Além disso, por não conseguir filtrar as substâncias, haverá também o aumento da glicose e gordura no sangue.

Vale lembrar que a cirrose é um problema irreversível, podendo evoluir e até mesmo, levar o indivíduo à morte. A cura é possível apenas por meio de transplante de fígado.

As principais causas da esteatose hepática grau 2

Entre as principais causas da esteatose hepática, estão:

  • Dieta desequilibrada (consumo de carboidratos e açúcares em excesso);
  • Obesidade ou sobrepeso;
  • Diabetes;
  • Triglicérides ou colesterol alto;
  • Uso de medicamentos hormonais (como estrógeno e corticoides);Se
  • dentarismo.

Além do excesso de gordura, o fígado pode inflamar e levar ao surgimento de alguns sintomas, tais como:

  • Dor ao lado direito do abdômen;
  • Barriga inchada.

Como prevenir a esteatose hepática?

Existem algumas medidas indispensáveis e muito importantes, que podem ser tomadas para prevenir a esteatose hepática. Uma das mais eficazes é a dieta balanceada, para diminuir o peso.

Mas, para isso, será necessário evitar fritura, gordura e doces, aumentando o consumo de carnes magras, frutas, verduras e legumes. Além disso, é preciso ter cuidado para não realizar uma dieta muito radical, que possa provocar o emagrecimento rápido.

Alguns nutrientes também podem ser inseridos na dieta, pois ajudam o fígado a transportar as triglicérides para o sangue, evitando assim o acúmulo. Eles podem ser encontrados em alimentos como o ovo, espinafre, soja, farelo e gérmen de trigo.

Deve-se incluir, também, alimentos ricos em fibras no cardápio, como verduras, legumes, cascas de frutas, sementes de chia e linhaça, entre vários outros.

Bebidas alcoólicas devem ser evitadas ou eliminadas, e as atividades físicas realizadas com frequência.

Desta forma, então, podemos dizer que todos esses fatores poderão ajudar no bom funcionamento do fígado, mantendo o organismo saudável.

É possível tratar?

A esteatose hepática pode ser tratada, mas não existe exatamente uma abordagem para isso. O procedimento varia de acordo com o grau da doença, e as necessidades de cada paciente.

O médico pode indicar alguns medicamentos. Em geral, o paciente é incentivado a adotar um estilo de vida mais saudável, com mudanças na alimentação e a prática de atividades físicas regularmente.

Agora conte-nos se você já sofreu ou sofre de esteatose hepática, ou conhece alguém que convive com esse tipo de problema. Aproveite para compartilhar o conteúdo em suas redes sociais! E até o próximo post!

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Sobre o Autor

Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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