Pólipo na vesícula: O que é e como tratar?

Última atualização em 03/02/2021 por Prof Luiz Carneiro
• Tempo estimado de leitura: 4 minutos

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O pólipo na vesícula é caracterizado pela presença anormal de tecido, que se projeta da parede da vesícula biliar para o seu interior. Segundo estatísticas, cerca de 5% das pessoas adultas podem ter esse tipo de pólipo ao longo da vida.

A imagem mostra uma representação gráfica de uma vesícula biliar.

No post de hoje, vamos falar um pouco mais sobre este assunto, bem como as melhores formas de tratar o problema. Continue nos acompanhando!

Classificação de pólipo na vesícula

O pólipo na vesícula pode ser classificado como benigno ou maligno. Geralmente, os pólipos benignos mais comuns são os inflamatórios, os de colesterol e os adenomas, estes últimos apresentam capacidade de se tornarem tumores malignos.

Com relação aos pólipos malignos, os mais comuns são os que podem se modificar ou são os adenocarcinomas. O fator mais importante, e que deve ser levado em consideração em relação ao seu potencial de malignização, é o tamanho e característica de ser séssil com base alargada, o grau de crescimento, entre outras dependendo ser avaliado pelo médico especialista.

Podemos dizer que os pólipos com mais de 2 cm são considerados potencialmente malignos. Os que medem entre 1 e 2 cm podem apresentar essa possibilidade, mas somente em 43 e 77% dos casos.

Por sua vez, os cálculos de colesterol são geralmente menores do que de 1 cm, podendo ser múltiplos. Mas, neste caso, é provável que não seja cancerígeno.

Quais os sintomas?

Normalmente, o pólipo na vesícula não apresenta sintomas. Mas, algumas pessoas que sofrem com este problema, acabam relatando certos desconfortos, como por exemplo:

  • Dores na parte direita do abdômen;
  • Vômito;
  • Náuseas.
  • Má digestão
  • Azia

Como funciona o tratamento?

O pólipo na vesícula costuma ser tratado por meio de cirurgia, e toda atenção deve ser dada ao risco de câncer, uma vez que a doença pode causar diversas complicações.

Assim sendo, a ressecção de uma lesão pré-maligna, ou até mesmo de um tumor em sua fase inicial, será muito importante.

Pacientes que apresentam pólipo com tamanho inferior a 5 mm, devem se preocupar apenas se houver o crescimento do mesmo. Quando o pólipo apresenta de 5 a 10 mm, o caso precisará ser avaliado com mais cautela. Por outro lado, os pólipos sintomas associados podem ser micro cálculos ou colesterolose e não pólipo verdadeiro, em muitos casos sendo necessário o tratamento cirúrgico.

Então, serão solicitados alguns exames, como por exemplo a ultrassonografia, que ajuda a diferenciar um polipo neoplásico de um polipo de colesterol. Daí a importância de realizar exames periodicamente, de preferência a cada seis meses ou de acordo com o especialista.

Caso exista a necessidade de exames complementares, para avaliar melhor o pólipo (em casos malignos) poderão ser solicitados ultrassom endoscópico, ou ressonância magnética com colangiorressonância.

Se o diagnóstico de polipo na vesícula for confirmado, o médico decidirá qual a melhor maneira de acompanhar o pólipo, e se a cirurgia deverá mesmo ser feita.
E claro, a indicação da cirurgia será sempre ponderada, pois os riscos potenciais do procedimento serão levados em consideração.

A cirurgia é conhecida como colecistectomia, e consiste na retirada da vesícula biliar por videolaparoscopia (mais indicada, podendo ser por robótica ou via convencional). Com a retirada da vesícula, o mesmo é encaminhado para a análise, que ajudará a definir se o pólipo é maligno ou benigno.

Esse é um procedimento considerado seguro, com uma taxa de complicações muito pequena, em torno de 0,5%. Mas, são realizados exames pré-operatórios para checar tudo o que for necessário antes da cirurgia.

Você já passou por um procedimento como este, de retirada da vesícula? Ou conhece alguém que já precisou fazer a cirurgia? Conte-nos abaixo!

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Sobre o Autor

Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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