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Profº Luiz Carneiro
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Colecistectomia: retirada da vesícula

A cirurgia mais feita na história da humanidade é a cirurgia das pedras da vesícula, a colecistectomia.

Normalmente, essa cirurgia é feita por via laparoscópica e dura entre 01h00min e 01h30min.

Como a colecistectomia é feita?

A cirurgia por via laparoscopia consiste em um furo no umbigo. Nesse furo, passa um sistema de câmera que vai dentro de uma cânula, o tamanho disso é comparável a uma caneta esferográfica, aproximadamente 2 cm (centímetros). A imagem é aumentada em até 30x, por isso, é altamente seguro.

Além desse furo, são feitos outros dois que dão acesso para o cirurgião colocar as mãos e as pinças para realizar o procedimento. Consistem em furos também de 2 cm (centímetros), um entre as costelas e outro na linha do mamilo, abaixo da costela.

E também, é feito um furo lateral à direita na linha da axila, abaixo da costela, para colocar uma pinça que empurra a vesícula e apresenta o que chamamos de hilo hepático.

Nós fazemos a dissecção do ducto cístico e da artéria cística, e depois é possível realizar uma radiografia.

Após a radiografia, ligamos a artéria e a vesícula está presa ao fígado. O cirurgião, com pinças especiais, solta a vesícula, muda a câmera de furo e retira o órgão pelo umbigo.

Lembrando que a cirurgia dura em torno de 01h00min. Pode demorar um pouco mais ou menos, o que depende da inflamação do órgão, e se o paciente é magro ou gordo.

A colecistectomia traz riscos para o paciente?

A colecistectomia deve ser feita sem preocupação de tempo, com muita segurança e bons equipamentos, para que não tenha uma lesão da via biliar ou um acidente que possa complicar a vida de quem fez a operação de vesícula.

A retirada da vesícula não acarreta problema em longo prazo. Normalmente, os pacientes vivem muito bem sem a vesícula. Apenas no começo pode dar um pouco de alteração no trânsito intestinal.

Existe comprovação científica que essa é a cirurgia mais realizada na história da humanidade, feita há mais de 100 anos.

Portanto, não existe risco de dar câncer ou complicações maiores, desde que seja feita com material ótico seguro e um cirurgião experiente.

Bibliografia:

Laparoscopic cholecystectomy and cirrhosis: patient selection and technical considerations

Pinheiro, Rafael S. ; WAISBERG, DANIEL R. ; LAI, QUIRINO ; Andraus, Wellington ; NACIF, LUCAS S. ; ROCHA-SANTOS, VINICIUS ; D?ALBUQUERQUE, LUIZ A. C. .
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Laparoscopic Cholecystectomy in Cirrhotic Patients with Symptomatic Cholelithiasis: A Case-control Study

D ALBUQUERQUE, LUIZ AUGUSTO CARNEIRO; Mancero, Jorge Marcelo Padilla ; Gonzalez, Adriano Miziara ; Larrea, Frans Ivan Serpa ; Oliveira e Silva, Adavio .

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         por Dr. Luiz Carneiro D'Alburquerque

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Prof. Dr. Luiz Carneiro

Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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