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Profº Luiz Carneiro D'Albuquerque - CRM: 22.761

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Última atualização em 14/08/2020 por Prof Luiz Carneiro

Quais são as causas da apendicite e como tratar?

Você já deve ter ouvido falar sobre a apendicite aguda, não é mesmo? Ela é uma inflamação que afeta o apêndice cecal ou vermiforme e que necessita de atendimento médico de urgência, em função de se tornar uma infecção com evolução grave e pode até comprometer a vida do indivíduo.

Apesar de conhecer a gravidade dessa condição, nem todos sabem exatamente o que leva à inflamação dessa porção do intestino. Por isso, preparamos este artigo a fim de esclarecer quais são os fatores que provocam esse problema. Continue lendo para saber, também, qual é a real função do apêndice e como a apendicite é tratada.

 

Sobre o apêndice

O intestino do ser humano é dividido em partes. A região que limita o fim do intestino delgado e o início do grosso é chamada ceco. O apêndice cecal (localizado no ceco) ou vemiforme (pela sua forma) está localizado no ceco como um apêndice dele, sendo um órgão de aproximadamente 8-10 cm de comprimento e menos de 1 cm de diâmetro e que tem um fundo cego.

Seu formato é semelhante ao dedo de uma luva ou, como alguns costumam comparar, é parecido com o de um verme, o que também faz com que ele seja denominado de apêndice vermiforme.

Muito se fala que esse órgão é dispensável porque não apresenta nenhuma função específica. Porém, ele não é totalmente inerte, já que participa da produção de anticorpos e ainda serve como reservatório de bactérias intestinais boas que auxiliam no processo de digestão.

Quando o indivíduo apresenta um quadro grave de diarreia, por exemplo, com alteração da flora intestinal, o apêndice atua como um defensor e protege as bactérias boas, atuando na resposta imunológica e linfática do intestino, para que elas voltem a reproduzir nos intestinos após a infecção ser solucionada.

 

A apendicite e suas causas

Apendicite é o processo inflamatório que afeta o apêndice. Na maioria dos casos esse problema acontece em função de uma obstrução em sua saída, provocada por fezes (fecalito), gordura, verme, tumor, entre outros. Mas ela também pode ser decorrente de infecções no trato gastrointestinal provocadas por vírus.

Nesses casos, a apêndice se obstrui e evolui a infecção, desencadeando o processo inflamatório que leva ao inchaço do apêndice e ao acúmulo de pus. Quando a condição não é tratada com urgência, existe a possibilidade de o apêndice romper.

Outra causa dessa inflamação é um traumatismo direto no órgão. Nesse caso, ocorre a sua ruptura ou o fluxo sanguíneo fica impedido para esse local, o que pode levar à necrose dos tecidos em função da falta de vascularização.

É muito importante identificar os sintomas iniciais da apendicite porque essa inflamação evolui muito rapidamente. A evolução habitual da apendicite em 72 horas estar em seus estágios mais avançados de infecção, podendo levar a perfuração ou grande formação de bloqueio. Alguns sinais que indicam a presença dessa inflamação são:

● Dor abdominal
● falta de apetite;
● febre;
● náuseas e vômitos;
● apatia;
● colapso do aparelho digestivo.

O sintoma mais característico da apendicite é a dor abdominal. Ela se manifesta inicialmente região central e posteriormente se localiza do lado direito inferior do abdômen. Trata-se de uma sensação dolorosa muito pontual, contínua e de baixa intensidade, mas aumenta conforme o tempo passa.

 

Tratamento da apendicite

O tratamento da apendicite é feito por meio de cirurgia para fazer a retirada do órgão (apendicectomia). Assim que feito o diagnóstico deve ser programado o tratamento cirúrgico. Casos que apresentam menos de 3 dias de evolução são normalmente mais leves. No entanto, quando existe uma demora para procurar atendimento médico, a inflamação pode tomar extensões maiores.

Veja quando é Indicada a Retirada do Apêndice. 

Nesse caso, a intervenção cirúrgica imediata se torna inviável porque aumenta o risco de complicações durante o procedimento e no pós-operatório. Quando isso acontece é prontamente iniciado o tratamento clínico para estabilização do quadro clinico do mesmo e assim que possível realizar a remoção cirúrgica do apêndice.

Existem duas opções para realizá-la, sendo a técnica aberta ou por videolaparoscopia. Essa segunda é mais utilizada atualmente em casos pouco complicados, em função de ser menos invasiva e proporcionar uma recuperação em menos tempo.

O ideal é saber que pacientes com sintomas de apendicite precisam de tratamento urgente em função da rápida evolução do quadro. Desse modo é possível tratá-los com segurança evitando maiores riscos para sua saúde.

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2 Comentários

  1. Muito bem explicado! No entanto só me atentei para o assunto, após passar por uma sirugia de emergência!
    Tenho uma pergunta, é correto afirma que a retenção do pum com ou sem intenção, pode falar a infração do apenicite?

    Responder

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