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Profº Luiz Carneiro
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Gama GT: como funciona e qual o objetivo do exame?

A imagem mostra uma mão com luva, segurando um tubo com sangue.

A Gama GT é um tipo de exame de sangue realizado com o objetivo de quantificar os níveis da enzima gamaglutamiltransferase (GGT ou Gama GT) no organismo. Ela pode ser um forte indicativo de problemas no fígado, por isso, contribui com o diagnóstico de doenças que afetam esse órgão.

O que é o exame Gama GT?

Em nosso sangue circulam diferentes tipos de substâncias, tanto aquelas produzidas pelo próprio organismo quanto as quais ingerimos por meio da alimentação. Cada uma delas tem uma taxa considerada como ideal, dependendo de fatores como idade e sexo. Quando estão mais baixas ou mais altas podem ser indicativos de problemas orgânicos.

O hemograma é um exame realizado com o objetivo de fazer essa investigação do sangue em busca de substâncias específicas. Quando o médico deseja analisar as funções do fígado ele pode solicitar um exame de Gama GT.

Gama GT é uma forma reduzida de denominar a enzima gamaglutamiltransferase. Ela é produzida pelo fígado e outros órgãos, como os rins, o pâncreas, a vesícula biliar e o baço. Também deve estar em um nível adequado, pois quando muito alta ou muito baixa indica que existe algum desequilíbrio no organismo.

Quais problemas esse exame diagnostica?

Quando há suspeita de problemas no fígado o médico solicita o exame de Gama GT para identificar essas alterações hepáticas. Como explicamos, ele também possibilita identificar possíveis anomalias em outros órgãos, assim, contribui com o diagnóstico de diferentes doenças, como cirrose, hepatite, pancreatite e câncer no fígado.

A enzima GGT também sofre grandes alterações quando o indivíduo ingere bebida alcoólica. Nesse caso, ela chega a níveis muito altos, por isso, esse exame também é utilizado para fazer o acompanhamento do paciente durante o tratamento do alcoolismo.

É válido ressaltar que embora o nível elevado de Gama GT seja um indicativo de problemas isso não significa que o ideal seria ele ficar muito baixo. Existe um índice de tolerância, sendo considerado como um bom resultado quando está dentro dele.

Nos casos em que o exame de Gama GT acusa níveis abaixo do considerado como ideal significa que de fato não há problemas hepáticos, porém, se a fosfatase alcalina estiver elevada pode ser indicativo de outras condições orgânicas, como a doença de Paget, deficiência de vitamina D e doenças nos ossos.

Como o exame Gama GT é feito?

Explicamos que o exame de Gama GT é realizado na análise do exame laboratorial do sangue. Ou seja, é preciso coletar uma amostra do sangue do paciente para que ela seja encaminhada ao laboratório a fim de passar por análises.

Portanto, para a realização desse procedimento é feita a punção da veia com agulha, da mesma forma como realizamos os exames de sangue de rotina. São necessários cerca de 5 ml de sangue para que seja feita a investigação da taxa de Gama GT.

É preciso que o paciente faça uma preparação a fim de não interferir nos resultados do exame. Assim, em casos de pessoas que consomem bebida alcoólica ou são tabagistas é preciso se abster de ambos por 24 horas.

O paciente também não pode ter feito biópsia hepática 5 dias antes da realização do Gama GT, e ainda, deve manter jejum por pelo menos 8 horas. Algumas medicações precisam ser suspensas antes da realização do exame porque elas podem interferir no resultado. Esse é o caso de alguns antialérgicos, antifúngicos, antidepressivos, antibióticos e contraceptivos.

Por isso, é preciso informar ao médico quais são os remédios administrados rotineiramente, para que ele possa instruir em cada caso como deve ser o procedimento, verificando se há ou não necessidade de suspender as substâncias momentaneamente.

Apesar de o Gama GT ser um exame bastante simples de ser realizado ele é um indicativo muito importante de problemas hepáticos. Contribui com diagnóstico deles ou acompanhamento de pacientes em tratamento e pode ser realizado juntamente com outros exames complementares, a fim de obter um diagnóstico ainda mais preciso.

Bibliografia:

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Prof. Dr. Luiz Carneiro

Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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