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Colectomia: O que é e quando realizar a cirurgia?

A colectomia é a cirurgia de retirada de uma parte ou de todo o intestino grosso, podendo ser realizada de diferentes formas, sendo as principais a colectomia total ou parcial/subtotal.

A imagem mostra uma ilustração digital do intestino.
Colectomia: O que é e quando realizar a cirurgia? 2

No post de hoje, falaremos um pouco mais sobre essa técnica e você vai descobrir quando essa cirurgia é indicada. Acompanhe!

Indicação da colectomia

Em geral, a colectomia é indicada para os diferentes tipos de tumores malignos que acometem o intestino grosso. Mas, ela também pode ser recomendada para pacientes em estágio inicial ou avançado da doença. A cirurgia pode ser indicada para casos benignos também, por exemplo diverticulite, volvos, entre outros.

Assim como outras enfermidades, as chances de cura do câncer de intestino são muito grandes, principalmente quando ele é descoberto em seu início, após exames diagnósticos, que ajudam a detectar o problema.

Entre os exames solicitados está a colonoscopia, que ajuda a identificar a presença do câncer. Esse é um exame muito importante para o acompanhamento de quadros que possam favorecer a manifestação de tumores malignos ou pólipos.

É valido ressaltar que, o câncer é uma doença que pode variar muito entre os pacientes. Então, é indispensável o acompanhamento médico para que sejam avaliados todos os detalhes e o melhor tratamento possa ser indicado.

Como é realizada a colectomia?

Conforme dissemos, a colectomia pode ser feita por meio de técnicas diferentes. O procedimento é adotado de acordo com a porção do intestino grosso acometido.

As principais técnicas que podem ser adotadas para o tratamento do câncer colorretal e outras doenças que se desenvolvem no intestino são:

Colectomia total

A colectomia total envolve a remoção do cólon por inteiro. O procedimento pode ser realizado por laparoscopia, laparotomia ou cirurgia robótica.

Colectomia parcial ou subtotal

Diferente da colectomia total, a parcial retira apenas uma parte do cólon acometido. É utilizada também para tratar obstrução intestinal, câncer e perfuração no intestino.

Independente da técnica escolhida, a colectomia pode ser realizada de maneira minimamente invasiva, isto é, feita via laparoscopia ou robótica. A laparoscopia utiliza pinças e uma câmera, inserida por meio de 3 a 5 pequenas incisões de até 5 centímetros no abdômen.

A introdução dessa câmera permite ao cirurgião a visualização de toda a região abdominal do paciente, por meio de um monitor. Também é usado o gás dióxido de carbono (CO2 medicinal) para inflar o local da cirurgia.

Assim sendo, todo esse processo é feito com anestesia geral. Vale lembrar que esse é um dos procedimentos mais utilizados pelos médicos, principalmente por reduzir o tempo de recuperação.

Qual o preparo para a cirurgia?

Antes da cirurgia, o médico indicará ao paciente que ele evite o uso de certos medicamentos, pois alguns poderão até mesmo aumentar os riscos de complicações cirúrgicas.

Além disso, a alimentação e ingestão de líquidos deverão ser suspensos. E como o cólon é o local onde ficam depositadas as fezes, será necessária uma limpeza antes. Por isso, o médico poderá recomendar o uso de um medicamento laxativo.

Em alguns casos, o paciente precisa ficar alguns dias no hospital. Mas, isso dependerá muito da gravidade do problema.

Quando a colectomia precisa ser feita com urgência, devido a uma obstrução intestinal ou perfuração, não é necessário nenhum preparo.

E o pós-operatório?

Cada caso apresenta uma programação no pós-operatório, dependendo dos riscos e comorbidades dos pacientes. Casos sem riscos e avaliações controladas, após o procedimento, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde permanece por até quatro horas, sempre acompanhado de enfermeiras e médicos. Em seguida, ele é liberado e pode ir para o quarto.

É importante que, ao levantar da cama, ele aguarde por 30 minutos, levantando-se apenas com o auxílio de alguma outra pessoa.

Ao longo da recuperação, podem surgir desconfortos como náuseas, sudorese e tontura, mas todos são passageiros.

A princípio, o paciente deve ficar em jejum e depois iniciar uma dieta líquida. A medida em que o paciente for sentindo-se melhor, em torno de uma semana depois, a alimentação poderá ser normalizada.

O conteúdo foi esclarecedor? Você já precisou fazer ou conhece alguém que esteja prestes a realizar uma colectomia? Conte-nos!

Não esqueça de compartilhar com seus amigos! Nos vemos no próximo post! Até lá!

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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