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Colecistectomia: Quando é indicada a cirurgia?

Uma estrutura do nosso sistema digestivo, responsável por auxiliar a digestão em suas atividades, é a vesícula biliar. A vesícula é responsável pelo armazenamento e concentração da bile, facilitando a digestão de gorduras. Quando esse processo apresenta determinadas alterações ou mal funcionamento, pode ser necessário que ela seja retirada por meio da colecistectomia.

A imagem mostra um cirurgião colocando as luvas e olhando seriamente para a câmera.
Colecistectomia: Quando é indicada a cirurgia? 2

No post de hoje, vamos falar sobre essa cirurgia e você vai saber quando ela é indicada. Continue nos acompanhando!

Quais os tipos de colecistectomia existentes?

Conforme dissemos, a vesícula biliar tem como função armazenar e concentrar a bile, descarregando-a no duodeno, durante o processo de digestão.

Em geral, quando a vesícula já não possui a capacidade para realizar suas funções, isto é, enfrenta problemas como a produção de cálculo em seu interior (formação de pedras na vesícula), infecção ou pólipos, ou até mesmo seu não funcionamento ou discinesia deve ser realizada a colecistectomia.

Existem algumas opções cirúrgicas para a remoção da vesícula biliar, que envolvem métodos como a colecistectomia aberta ou convencional (pouco utilizada), a via laparoscópica (mais utilizada) e a via robótica.

Porém, com a evolução da medicina, hoje já existem algumas outras variações dessa cirurgia. Abaixo, explicaremos cada uma delas.

Aberta ou Convencional

Geralmente, esse método é realizado quando o paciente por comorbidades pode não suportar o pneumoperitônio ou devido a múltiplas cirurgias previas, mas mesmo assim a sua indicação por via aberta continua sendo muito restrita.

Assim sendo, é feita a cirurgia aberta por meio de uma incisão maior no abdômen.

Por ser uma cirurgia mais invasiva, a recuperação tende a ser um pouco mais demorada do que outros métodos.

Laparoscópica

Conhecida também como vídeo laparoscopia, essa técnica é feita por meio de anestesia geral. São realizadas quatro (ou menos) incisões no abdômen do paciente para a introdução de instrumentos cirúrgicos e uma câmera, que permite a visualização de toda a cavidade abdominal.

Esse é um dos métodos mais utilizados atualmente, por ser menos invasivo. Além disso, a recuperação tende a ser mais rápida e menos dolorosa para o paciente.

Colecistectomia radical

Em alguns casos, para evitar que a doença apareça novamente, é necessário realizar uma cirurgia mais extensa. Normalmente, ela é indicada quando o indivíduo apresenta câncer de vesícula (invasivo ou avançado). Desta forma, então, a vesícula, parte do fígado e os gânglios linfáticos são retirados no mesmo procedimento.

Vale lembrar que, com a retirada da vesícula, a bile vai continuar sua produção, porém, ao invés de ficar armazenada, ela irá para o intestino para que a gordura digestão dos alimentos gordurosos.

Podemos dizer, também, que a colecistectomia não possui relação com a perda de peso, pois se acontecer de o paciente emagrecer, será por conta da dieta pobre em gorduras, que precisa ser mantida após a cirurgia.

Como funciona o pós-operatório?

Cerca de 12 horas após a cirurgia, o paciente poderá sentir algum desconforto no abdômen ou ombro, por conta da irritação de um nervo frênico devido a cirurgia laparoscópica com o uso do pneumoperitônio. Também podem ocorrer episódios de vômito e enjoos, e neste caso, o médico poderá indicar medicamentos analgésicos para aliviar os sintomas.

Além disso, nos primeiros dias, o indivíduo deve manter uma dieta leve hipogordurosa, podendo deambular e caminhar, evitando força abdominal. Isso ajudará na cicatrização mais rápida do local da cirurgia.

A recuperação

Dependendo do tipo de cirurgia realizada, o paciente poderá voltar ao trabalho, fazer exercícios físicos leves e dirigir dentro de uma semana, como no caso da vídeo laparacospia.

Se foi realizada a cirurgia convencional, serão duas semanas para a recuperação do paciente.

É importante que, neste período, o indivíduo evite ficar muito tempo sentado ou deitado. Deve-se mover um pouco, várias vezes ao dia.

Assim como mencionamos, após a cirurgia de vesícula a alimentação deve ser pobre em gorduras, evitando frituras e embutidos.

Conhece alguém que já fez ou precisará fazer esse tipo de procedimento? Possui alguma dúvida? Deixe um comentário para que possamos te ajudar!

Não esqueça de compartilhar com seus amigos. E até a próxima!

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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