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Cirurgia para Câncer de Esôfago

Cirurgia para Câncer de Esôfago | Por Prof Luiz Carneiro CRM 22761 | Diretor do serviço de transplante e cirurgia do fígado do hospital das clínicas da faculdade de medicina da USP.
Cirurgia para Câncer de Esôfago 2

Existem opções de tratamento para os pacientes que são diagnosticados com tumores malignos. No caso daqueles que desenvolvem o câncer de esôfago, além das opções de quimioterapia e radioterapia também é possível realizar uma cirurgia para obter a cura.

Esse procedimento é muito utilizado para remoção do tumor que se desenvolve nessa região, em especial em seus estágios iniciais. Por isso, preparamos este artigo para falar um pouco a respeito dela, das técnicas utilizadas e também dos riscos e efeitos colaterais que pode oferecer.

Continue lendo e conheça mais esse tratamento que ajuda a aumentar a sobrevida dos pacientes oncológicos.

A cirurgia para câncer de esôfago

Quando um paciente é diagnosticado com câncer de esôfago, em especial aqueles que ainda se encontram em estágio inicial, um dos tratamentos mais recomendados é cirurgia para remoção do tumor, de parte ou de todo o esôfago.

Esse procedimento é feito com o intuito de retirar o tecido anormal que se desenvolveu nessa área, mas juntamente com ele também extraímos parte do tecido adjacente normal, com o intuito de impedir que a doença se mantenha.

Existem casos iniciais de tumores precoces, aos quais os métodos endoscópicos podem fazer a remoção do pólipos e lesões pequenas que podem ser tumores de esôfago.

A cirurgia de retirada do esôfago recebe o nome de esofagectomia e, como dito, sua indicação é para remoção de parte ou todo o esôfago, sendo que a quantidade será definida de acordo com o estágio em que a doença se encontra.

Em alguns casos é preciso retirar também uma pequena parte do estômago. Há pacientes que além do procedimento cirúrgico precisam ser submetidos à quimioterapia ou radioterapia para que se alcance melhores chances de cura.

As duas técnicas utilizadas para fazer a remoção cirúrgica do esôfago são a esofagectomia aberta e a esofagectomia minimamente invasiva. Veja a seguir um pouco mais sobre cada uma delas.

Esofagectomia aberta ou transtorácica

Nessa técnica são feitas incisões no abdômen, caixa torácica e pescoço, de acordo com a necessidade do paciente. Por meio dessas incisões o esôfago é retirado. Quando as aberturas e retirada do esôfago é feito por via aberta no abdômen e no pescoço a técnica recebe o nome de esofagectomia transhiatal (retirada do esôfago através do hiato esofágico)

Esofagectomia minimamente invasiva

Essa cirurgia para câncer de esôfago é uma técnica indicada para os tumores que se encontram em estágio inicial. Nesse caso, incisões pequenas são feitas para remoção do esôfago, o cirurgião introdução à câmera de vídeo-laparoscópio em uma dessas aberturas para visualizar e monitorar todo o procedimento.

Quando o câncer está limitado ao esôfago à remoção dele é suficiente para obter a cura. No entanto, na maioria dos casos o problema é diagnosticado tarde demais, o que exige um tratamento mais intensivo.

Além disso, nas duas técnicas cirúrgicas é feita a remoção dos gânglios linfáticos para que sejam submetidos ao exame anatomopatológico. O intuito é observar se houve disseminação das células cancerosas para os linfonodos, o que em caso positivo exige um tratamento complementar, sendo a quimioterapia ou a radioterapia.

Riscos, complicações e efeitos colaterais da esofagectomia

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a esofagectomia também oferece riscos para pacientes submetidos a elas. Alguns deles são:

Problemas de curto prazo

Pacientes esofagectomizados podem apresentar, em curto prazo, reações à anestesia, infecções, hemorragia ou coágulos de sangue no pulmão e em outros locais do corpo.

Dor

As dores também são manifestações comuns após o procedimento cirúrgico, mas aliviados por meio da aplicação de medicamentos.

Complicações pulmonares

Esse tipo de complicação também é bastante comum na esofagectomia, sendo que há pacientes que podem desenvolver infecções respiratórias ou pneumonia.

Alterações na voz

Como as estruturas próximas ao esôfago também influenciam na pronunciação da voz, quando operado, o indivíduo pode apresentar alguma alteração nela.

Sangramento interno local

O local operado também pode apresentar sangramentos onde é feita a ligação do esôfago ao estômago. No entanto, como a técnica cirúrgica evoluiu, essa complicação tornou-se menos comum.

Problemas de deglutição

O paciente pode apresentar problemas de deglutição por causa das estenoses que se formam quando o esôfago é ligado cirurgicamente ao estômago. Esse sintoma é aliviado com procedimentos de endoscopia digestiva alta.

Retardo no esvaziamento gástrico

Outra complicação da esofagectomia é o tempo maior que o estômago leva para esvaziar, porque pode haver um comprometimento dos nervos que controlam as contrações dele. Em função disso, há eventos de náuseas e vômitos.

Azia

Após a esofagectomia existe a possibilidade de a bile entrar no esôfago por causa das intervenções feitas no esfíncter inferior. Esse sintoma pode ser aliviado com medicamentos específicos.

 A cirurgia é uma opção para tratar pacientes diagnosticados com câncer de esôfago, no entanto, por que ela pode trazer efeitos colaterais é muito importante que cada caso seja analisado com cautela por um especialista. Assim, a técnica aplicada estará adequada às necessidades de cada um.

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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    1. Olá Clara. Ótima pergunta. Essa é uma dúvida bastante frequente. Sendo assim, farei o possível para colocar esse tema em minha pauta. Aguarde as próximas postagens e continue me acompanhando. Obrigado.

  1. Tenho câncer de esôfago, descobri há mais de 1 anos, em junho de ano 18. Fiz Rádio e quimio terapia, mas na hora de fazer a cirurgia, por problemas que estava com minha mulher internada no Hospital não realizei. Fiz uma nova endoscopia em novembro e o tumor havia regredido e na biopsia não apresentou celulas malígnas. Posteriosmente em dezembro ou janeiro repeti a endoscopia e biopsia, em virtude de alimentos ficarem trancados , não causando falta de ar, mas desconforto e dor . Me aconselharam novamente a fazer cirurgia. Minha tese é de que estou com 77 anos de idade, já fiz muitas cirurgias e acho que afora esse problema do alimento trancar no esofago m e sinto muito bem. Já tirei metade do pulmão esquerdo com cancer há 10 anos atras, não voltou mais.Estava pensando em repetir a dose de quimioterapia, já que a rádio não recomendam seja repetida, para ir levando já que pelo que pesquisei é uma cirurgia bastante delicada e de recuperação longa. Gostaria de ouvir sua opnião. grato pela atenção.

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