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Profº Luiz Carneiro
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Adenoma hepático: quais são os fatores de risco e como tratar?

Você sabe o que é o adenoma hepático? No post de hoje, falaremos mais sobre este tema.

O adenoma hepático é um tumor benigno que acomete o fígado. Sua origem se dá no canal biliar ou célula hepática. Mesmo sendo uma lesão benigna, o adenoma apresenta grandes chances de causar uma hemorragia, ou até mesmo um carcinoma hepatocelular, ou seja, ele corre o risco de tornar-se maligno.

Alguns estudos realizados constataram que a maior parte das lesões afetam mulheres de 30 a 50 anos de idade, e estão associadas ao uso de anticoncepcionais. Também existem casos em que o paciente apresenta mais de 10 adenomas no organismo, o que recebe o nome de adenomatose, atingindo homens e mulheres em proporções iguais.

Continuem nos acompanhando para saber mais informações sobre o adenoma hepático, bem como os fatores de risco e também o tratamento da doença.

Fatores de risco do adenoma hepático 

Um dos principais fatores de risco que podem levar ao adenoma hepático é o uso de medicamentos anticoncepcionais, conforme dito anteriormente, ou o uso de esteroides androgênicos. A diabetes e a esteatose hepática também podem ser responsáveis pelo surgimento do tumor.

Em casos onde a mulher está em período gestacional, o problema pode se agravar e aumentar os riscos de complicações. Por isso, o médico especialista deve ser consultado imediatamente, para evitar que a doença entre em um estágio avançado.

É importante lembrar que, a maioria dos casos de adenoma hepático não apresentam sintomas, ou seja, eles são descobertos apenas com exames de rotina, ou em cirurgias realizadas por conta de algum outro tipo de doença.

Mas, pode acontecer de a lesão romper e sangrar, e alguns sinais poderão surgir, como uma dor intensa no hipocôndrio.

 

E qual o tratamento para adenoma hepático? 

Quase sempre, o adenoma hepático é benigno, e o principal meio de trata-lo é através do acompanhamento médico, para verificação do tamanho do tumor. Além disso, são realizados exames como ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

A cirurgia é feita por meio de ressecção hepática, e é indicada apenas quando o tumor apresenta mais de 5 cm. Ela pode ser realizada de três maneiras: convencional (aberta), via laparoscópica ou robótica.

Outra maneira importante no tratamento é o estudo da biologia molecular do tumor e também a suspensão do estímulo hormonal (suspensão do anti concepcional e perda de peso).

Outra forma de tratar o problema é por meio de transplante de fígado, quando o está confirmado a adenomatose hepática. Agora você já sabe um pouco mais sobre o adenoma hepático, deixe o seu comentário.

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         por Dr. Luiz Carneiro D’Alburquerque

CRM 22.761    

 

 

 

 

 

 

 

      por Dr. Luiz Carneiro

D’Albuquerque

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2 Comentários

  1. Nunca fiz uso de anticoncepcional e tive um adenoma hepatocelular com 8,2 cm e de mais de 400 g, não entendi o pq do surgimento do mesmo, hoje sinto mais dores depous da cirurgia do que quando descobrir .

    Responder
    • Olá, Wesleny. É necessário lembrar que os medicamentos anticoncepcionais não são os únicos fatores que desencadeiam esse tipo de problema. Acredito que seja importante retornar ao seu médico e realizar alguns exames para descobrir o motivo pelo qual surgiu o adenoma hepático.

      Tenho um post completo sobre o adenoma hepático, confira: https://profluizcarneiro.com.br/adenoma-hepatico/

      Responder

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Prof. Dr. Luiz Carneiro

Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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