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Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

Tipos de diabetes

A diabetes do tipo 1 necessita do uso de insulina e o tipo 2 surge com a idade e precisa de hipoglicemia antioral ou apenas de dieta. Às vezes só a dieta e perda de peso pode resolver o diabetes tipo 2.

Para o fígado, o melhor é o diabetes tipo 2 que é mais fácil controlar. Grande parte dos doentes e muitas doenças comprometem o fígado, algumas já vêm com o envolvimento do pâncreas, esse é o diabete tipo 1.

O ideal é tratar sem diabetes, em segundo lugar, os diabéticos tipo 2, compensados e tratados e depois os doentes com diabetes, também compensados com hipoglicemia controlada. Sempre o cuidado é fazer um controle rigoroso da glicemia.

Esteato-hepatite

Hoje existe uma nova doença que é a esteato-hepatite não alcoólica, chamada de doença gordurosa não alcoólica do fígado. Essa doença é muito mais intensa em diabetes, então pode levar à cirrose por um mecanismo de gordura.

O diabetes tipo 1, sobrepeso, hipertensão arterial e gordura abdominal dão um contexto de síndrome metabólica. Então, o diabético que tem obesidade, aumento do volume abdominal, barrigudo com gordura abdominal, hipertensão arterial, com colesterol e triglicérides alterados, se desses parâmetros, três forem positivos, tem grande risco de ter essa doença, que é a cirrose de origem gordurosa.

Precisa se cuidar especificamente perder peso e controlar o diabetes. Então, o controle da glicemia é fundamental no controle do diabetes para também prevenir complicações hepáticas.

Esteatose é quando tem um depósito de gordura, é a fase inicial, depois, se a esteatose progredir dentro da célula, leva alterações dentro da célula que pode levar a uma fibrose e a esteatose vira esteato-hepatite.

Se a esteato-hepatite não for tratada adequadamente, pode levar à cirrose hepática, que é a fibrose. Em inglês chama nash [nonalcoholic steatohepatitis].

É uma doença pouco sintomática, insidiosa como a gente diz, quando os sintomas aparecem já é tardio, mas hoje nós sabemos que é muito raro ter esteatose ou esteato-hepatite em quem tem o IMC (índice de massa corpórea) menor que 25. Podem existir formas genéticas em magro, mas é muito raro.

Cuidados

O que nós recomendamos é: seja magro, não seja barrigudo, porque a cintura abdominal é um dos índices que já indicam risco.

Esse é o cuidado, se você estiver com o peso acima do IMC 25, tem que fazer exames preventivos, como ultrassom e exames de sangue, para ver se tem diabetes, colesterol, triglicérides e medir sua pressão arterial. Esses exames darão a ideia se você tem ou não a síndrome metabólica.

Se no ultrassom der gordura no fígado, procure imediatamente o seu médico que vai encaminhá-lo para um especialista do fígado, um hepatologista, para definir um tratamento melhor estabelecido para você.

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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    1. Olá, Marcos. Sem problemas! Vou explicar.

      Diabetes tipo 1: É uma doença auto-imune onde o sistema imunológico ataca as células betas e nenhuma ou pouca insulina é liberada para o organismo. Sendo assim, os médicos prescrevem o uso da insulina.

      Diabetes tipo 2: O organismo não utiliza a insulina de maneira adequada e como consequência, não produz hormônio para controlar a glicemia. Neste caso, os médicos prescrevem o uso da hipoglicemia antioral ou apenas de dieta.

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