Logo | Dr. Luiz Carneiro CRM 22761

Hepatite A: transmissão e tratamento

Transmissão e tratamento hepatite A Por Prof. Dr. Luiz Carneiro - USP - Hospital das Clínicas Divisão de Transplante de Fígado
Hepatite A: transmissão e tratamento 2

Existem diversos tipos de hepatite que podem acometer o ser humano e entre eles encontramos a hepatite A. Assim como as demais, trata-se de uma infecção que é provocada por um vírus, nesse caso, o vírus da hepatite A (VHA).

Embora somente em casos raros essa doença o indivíduo venha a óbito, é muito importante que ela seja devidamente tratada, já que pode provocar a falência hepática aguda grave. É por isso que neste artigo conversaremos um pouco sobre ela.

Continue lendo e entenda quais são as formas de transmissão da hepatite A e também os tratamentos existentes para reverter esse quadro.

Formas de transmissão da hepatite A

A transmissão da hepatite A acontece de pessoa para pessoa, quando um indivíduo saudável tem contato com o vírus que foi eliminado por uma pessoa contaminada. Isso ocorre por meio dos dejetos, ou seja, fezes e urina.
A porta de entrada para o vírus VHA é por meio do aparelho digestivo, ou seja, a transmissão acontece quando uma pessoa ingere água ou alimento que estejam contaminados por esse micro-organismo. Transmissão fecal-oral.

Depois de penetrar no organismo dessa forma o vírus atinge o fígado e ali se multiplica, então, acontece a inflamação que, nesse caso, recebe o nome de hepatite A. Em razão disso é que essa doença é mais frequente nos países e regiões menos desenvolvidos.

Afinal, a precariedade do saneamento básico, e ainda as baixas condições de higiene aos quais essa população está exposta, aumentam o risco de disseminação do vírus VHA. Mas isso não significa que esse tipo de hepatite não se manifeste também em outros lugares. Isso ocorre, mas numa incidência menor.

Por isso é fácil sabermos que a ingestão de alimentos mal lavados ou fervidos, assim como a não higienização das mãos e o não saneamento básico adequado são a origem da contaminação, já que é o alimento e a água contaminada com o vírus. Afinal, a ingestão de um marisco, por exemplo, que tenha desenvolvido numa região contaminada por esgoto pode ter sido a causa.

Mas o vírus também é transmitido por meio de frutas, saladas ou vegetais que tenham sido ingeridos cruz. Isso ocorre, ainda, com outros alimentos que são servidos nessa apresentação. E ainda que o alimento não esteja contaminado, se ele for higienizado numa água que contenha o vírus, ele já se tornou inapropriado para consumo.

Formas de tratamento

Ainda não existe um medicamento que seja específico para tratamento da hepatite A. Quando ela se manifesta, as medidas adotadas são essencialmente manter o repouso enquanto a doença está em sua fase aguda. Também são tratados os sintomas para melhorar o bem-estar da pessoa contaminada.

Não é necessário que o indivíduo permaneça apenas na cama. Ele pode continuar com as suas atividades rotineiras, mas é necessário que evite realizar grandes esforços, e isso se mantém até que os valores das análises hepáticas estejam mais uma vez normalizados. Para a maioria das pessoas isso acontece dentro de um prazo de 5 semanas, pois o próprio organismo se restabelece e desenvolve a cura.

As recomendações quanto à alimentação são para que ela se mantenha equilibrada. Não é preciso criar uma dieta especial para tratar a hepatite A, o importante é que o cardápio seja balanceado em proteínas e poucas gorduras, para não sobrecarregar o fígado.
No caso de quem manifesta diarreia e vômitos é fundamental que a pessoa beba bastante líquido para se manter hidratada.

Lembrando que não é recomendado realizar a automedicação, porque como o fígado está inflamado, ele perde sua capacidade de metabolizar os medicamentos. Sendo assim, alguns podem ter o seu nível de toxidade aumentado, o que agrava ainda mais a hepatite A.

O ideal é que na manifestação dos sintomas da hepatite A seja procurado um médico para que ele oriente sobre a melhor medida a ser adotada. Fique atento aos seguintes sinais:

  • falta de apetite;
  • febre;
  • náuseas;
  • diarreia;
  • fadiga;
  • icterícia.

Lembrando que nem sempre o indivíduo manifesta sintomas e que, muitas vezes, essa doença é confundida com uma gripe, já que também pode causar dores nas articulações e na musculatura, dor de cabeça e febre alta.

Mas para distingui-la de um quadro gripal é importante observar se os olhos ou a pele estão amarelados, já que pode ser um sintoma característico da hepatite.

Embora as taxas de cura da hepatite A sejam muito altas e o próprio organismo consiga se restabelecer, é importante ter atenção e cuidado com esse quadro. Afinal, o fígado é um dos órgãos vitais e ele precisa ser muito bem cuidado para evitar complicações e agravamentos para a saúde.

Existem quadros graves de hepatite A, conhecidas como hepatite aguda grave ou fulminante, as quais devem ser tratadas em centro especializado em transplante de fígado.

Foto Links Úteis | Prof. Dr. Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Prof Dr. Luiz Carneiro CRM 22761
CONTATO
Atenção: O site https://profluizcarneiro.com.br/ é uma espaço de informação e orientação médica de qualidade, nunca poderá substituir a consulta de um profissional médico que é a única pessoa capaz de realizar o diagnóstico real.

© 2021 Prof. Dr. Luiz Carneiro. Todos os direitos reservados. Desenvolvido com ♥ em WordPress por SuryaMKT

magnifiercross