Como é a vida depois de ter o fígado transplantado?

Última atualização em 29/01/2021 por Prof Luiz Carneiro
• Tempo estimado de leitura: 3 minutos

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O transplante de fígado é feito para trocarmos o órgão doente por outro saudável. Porém, podem ocorrer metástases e acabarem acometendo outros órgãos do corpo humano, como, por exemplo, o rim que é o mais frequente, o cérebro (encefalopatia), o pulmão (hepatopulmonar) ou o coração. Portanto, quando for realizado o transplante, todos os órgãos devem ser concertados.

Recuperação do transplante de fígado

A recuperação vai depender do estado do paciente quando ele foi transplantado. Por exemplo, quando operamos um paciente que tinha um fígado cirrótico, mas ainda trabalhava e fazia atividades físicas diárias, a recuperação será mais fácil e garantida do que no paciente que ficou muito tempo na fila de transplante esperando o órgão, já teve alguma doença crônica, não trabalha e não pratica atividades no dia a dia.

A reintegração do paciente no segundo caso demora mais, mas quando o transplante obtém sucesso, a recuperação é maravilhosa.

Alimentação pós-transplante de fígado

Todos os pacientes, em questão de tempo, voltam a ter uma vida útil e integral com uma alimentação perfeitamente normal. Os transplantados podem comer de tudo, mas sempre respeitando as doenças de base. O que é isso? Se você é hipertenso, não coma sal; se você é diabético, não coma açúcar.

Quando o transplantado terá uma vida normal?

Dependendo do estado geral de cada paciente, ele poderá ter uma vida integral, inclusive fazendo esportes, entre 3 meses e 1 ano e meio.

De incentivo, existem maratonas dos transplantados para que eles possam voltar a sua plena atividade.

O transplantado pode beber?

Em relação ao álcool, é uma situação muito complexa porque a maioria dos transplantados é alcoólatra e dependente do álcool para o resto da vida. Nesses casos, é recomendado que eles não bebessem.

Já os pacientes que não possuem essa limitação, uma taça de vinho ou um aperitivo de vez em quando é aceitável.

A qualidade de vida pós-transplante

Podemos concluir que a qualidade de vida melhora bastante depois do transplante. Em um estudo feito por um grupo do Paraná, 75% dos transplantados, 10 anos depois do transplante, encontram-se satisfeitos, felizes e reintegrados.

Os 25% dos transplantados podem ter ficado com alguma sequela da doença de base, como diabetes ou hipertensão.

De maneira geral, a reintegração de saúde e a reintegração social são muito gratificantes e a qualidade de vida também.

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Sobre o Autor

Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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