TUMORES CÍSTICOS DO PÂNCREAS

  • O que são tumores císticos no pâncreas?

Essas lesões podem ser de natureza benigna ou maligna, sendo que cerca de 80% dos casos correspondem a pseudocistos e apenas de 10% e 15% são tumores císticos do pâncreas.

Os cistos encontrados no pâncreas têm sido cada vez mais identificados, principalmente, por causa do uso mais comum de exames de imagem, como, por exemplo, a ecografia. Merecem atenção especial por parte dos médicos, pois podem se tornar algo mais grave para o paciente.

Eles podem representar um simples acúmulo de líquido em uma região atingida por processo de inflamação, decorrente de uma pancreatite, e até mesmo tumores malignos agressivos – mas, que felizmente, são bastante raros.

Na verdade, na grande maioria das vezes, os cistos do pâncreas são benignos, mas isso não significa que não é preciso tratar. Há tumores benignos que podem trazer consequências graves para o paciente e precisam ser tratados pelos médicos.

Há alguns cistos pancreáticos benignos que tem uma tendência maior em se transformar em um tumor maligno – o câncer de pâncreas. Os mais comuns são os chamados cistoadenomas mucinosos e os tumores intraductais mucinosos papilares (TIMP). Além disso, o segundo tipo ainda pode ser responsável pela pancreatite aguda, já que produz uma substância liberada no interior dos ductos do pâncreas causando obstrução e gerando um processo inflamatório.


 

  • Quais são os sintomas? 

Grande parte dos cistos pancreáticos são assintomáticos e acabam sendo descobertos de maneira ocasional durante a realização de um exame de imagem, entre eles a ecografia e a tomografia. Este é o grande problema, já que sem sinais o paciente não procura o médico para realizar o tratamento adequado. E, há o risco de quando for descoberto, o tumor maligno já estar em estágio avançado e de difícil tratamento.


 

  • Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado a partir de exames, que possam colaborar na identificação de cistos de pâncreas. Exames de imagem, dosagens sanguíneas e dosagens de substâncias no líquido do cisto são algumas das formas de descobrir. Porém, dependerá do caso de cada paciente, somente o médico pode indicar qual é o melhor exame a ser realizado. E, além destes métodos disponíveis, o diagnóstico dos tumores císticos do pâncreas são um desafio para a medicina, atualmente.


 

  • Qual é o tratamento?

São variadas as formas de tratamento dos tumores císticos, devido aos seus amplos tipos. No entanto, é comum em que há fortes suspeitas de cistos malignos, a indicação de tratamento médico costuma ser por meio de cirurgia. Por sua vez, nas situações em que há lesões benignas com potencial em se transformar em maligna é necessário ter uma avaliação melhor, com relação aos riscos do procedimento. Isso irá depender da idade do paciente, seu estado de saúde e o real estágio da doença.

A cirurgia variará de acordo com o tipo de cada paciente. Há procedimentos seguros, por meio da videolaparoscopia, e também cirurgias mais complexas, a depender da situação de cada lesão.

O importante é sempre ficar atento com cisto no pâncreas, pois apesar de parecer sem gravidade, pode ser que evolua para um tumor maligno, e causando situações mais graves. O diagnóstico precoce é essencial para um tratamento adequado, com maiores chances de cura para o paciente.


 

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
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