Tumor estromal gastrointestinal (GIST): o que é?

O tumor estromal gastrointestinal (GIST) é um tipo de câncer que pode se desenvolver ao longo de todo o tubo digestivo, isto é, frequência e acometimento podendo ser desde o esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, e por último o reto.

O GIST é um tumor mesenquimal, isso é, que tem origem em um tecido conjuntivo. A maioria dos tumores é benigna, embora alguns, a depender do tamanho e de sua capacidade de multiplicação, possam ser mais agressivos.

Na maioria dos casos, mais precisamente 70%, a doença acontece no estômago ou no intestino. Geralmente, o GIST cresce a partir de células específicas, que se localizam na parede do trato gastrointestinal, as chamadas células de Cajal.

Estas células funcionam como um ‘marca passo’ do sistema digestivo, e assim enviam ordens para que os músculos se contraiam e movimentem os alimentos e líquidos. Continue lendo para saber mais informações sobre o tumor gastrointestinal, os sintomas e também a forma mais adequada de tratamento.

 

Os sintomas do GIST – tumor estromal gastrointestinal

Existe uma certa dificuldade em diagnosticar o tumor gastrointestinal, pois na maioria das vezes, a doença não apresenta sintomas. Porém, pode acontecer de surgirem alguns sinais tais como:

  • Cansaço excessivo e náuseas;
  • Perda de peso;
  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Febre;
  • Fezes de cor escura;
  • Vômito expelido com sangue.

Conforme dito anteriormente, o tumor costuma ser assintomático, por isso muitas vezes ele é descoberto por meio de ultrassom ou endoscopia.

 

Quais são as causas do tumor estromal gastrointestinal?

O tumor estromal gastrointestinal não apresenta uma causa definida, mas sim algumas condições genéticas, ou seja, de herança familiar, que estão relacionadas com o seu desenvolvimento. A mutação de certos genes é uma das causas atribuídas.

As células deste tipo de tumor costumam viver mais tempo do que as células saudáveis, então quanto maior o tempo de crescimento e o tamanho do tumor, maiores são as chances de produzir metástases.

 

Tratamento do tumor estromal gastrointestinal

A cirurgia é a principal forma de tratamento da doença, e na maioria dos casos, ela é realizada com sucesso. Existem três diferentes tipos de cirurgia para o GIST, quando é um pequeno tumor: a convencional (aberta), laparoscópica e robótica, com a remoção de tecido sadio ao redor do tumor.

Se o tumor for grande e já avançou para outras regiões do corpo, como o fígado e os intestinos, parte desses órgãos serão também serão retirados na cirurgia.

Veja também: Intestino preso – quando procurar ajuda médica.

Mas, se o tumor não puder ser removido de forma cirúrgica, o tratamento é feito por meio de medicamentos com indicação médica. Cada tipo de tumor apresenta características e respostas diferentes para o tratamento, e por isso será necessário o acompanhamento médico.

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6 Comentários

  1. Entendi.
    Obrigado dr.Luiz pelas expliexplicações.
    Eu havia lhe pedido anteriormente, que falasse sobre o GIST.
    Conheço um caso de GIST que foi fora do estômago, pregado na parede.

    Responder
      • Meu sogro tá com câncer na cabeça do pâncreas cid26 ,o Timor de massa tá grande sem possibilidade de cirurgia ele já ñ consegui comer a 12 dias hoje recebeu um remédio imediato de imatinebe a médica diz q o Timor vai diminuir é ele vai voltar a comer Oq vc acha?

        Responder
      • Dr. Eu ja lhe acompanho tanto no face quanto no instagran.
        Fiz uma pergunta o senhor respondeu, . Obrigado
        Agora a pergunta é, o gist era menor que 5 e o miotico menor que 2.
        Feita cirurgia ha 1 ano, o tratamento é só de 6 em 6 meses, fazer exames de sangue e tomografias de abdomen superior e do torax. Foi 98% de cura
        Qual a média de voltar ou esta curada de vez?

        Responder
        • Olá, Maria. Infelizmente não tenho como dar uma resposta precisa sem ter todos os exames em mãos, conhecimento a fundo no caso e acompanhamento médico pessoalmente. Neste caso, apenas procurando um especialista na área e levando todos os exames, ou então, esclarecendo a dúvida com um médico de confiança.

          Espero ter ajudado e obrigado por me acompanhar!

          Responder

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Prof. Dr. Luiz Carneiro

Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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