Pancreatite tem cura? Descubra!

Última atualização em 11/05/2021 por Prof Luiz Carneiro
• Tempo estimado de leitura: 4 minutos

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O pâncreas é o responsável pela produção de diversas substâncias que ajudam no funcionamento do organismo. Quando esse órgão apresenta uma inflamação, o paciente é diagnosticado com pancreatite, podendo ser aguda ou crônica.

A imagem mostra uma representação do corpo humano em forma de boneco digital e o pâncreas está em evidência.

Mas, como ocorre a pancreatite? Será que ela tem cura? Continue acompanhando o post de hoje para descobrir!

Principais tipos de pancreatite

Conforme dissemos, a pancreatite é uma inflamação no pâncreas que geralmente se manifesta como aguda ou crônica.

No caso da pancreatite aguda, é necessário atendimento imediato. Já a pancreatite crônica se apresenta em forma de complicações e dor.

Pancreatite aguda

A pancreatite aguda biliar, a forma mais comum de pancreatite aguda, ocorre devido à presença de pequenos cálculos biliares. Esses cálculos obstruem a porção terminal do colédoco, ou seja, o duto por onde a bile é transportada, interrompendo o fluxo de secreções no pâncreas ou entrando no ducto pancreático.

Assim sendo, essa obstrução acaba provocando um processo inflamatório intenso e o aumento da glândula por conta do edema. Em algumas vezes, o álcool também pode causar o quadro de pancreatite aguda.

Outras possíveis causas também podem ser consideradas, entre elas:

  • Alguns medicamentos;
  • Traumas no abdômen;
  • Presença de tumor;
  • Infecções.
  • Entre outras.

É importante lembrar que a pancreatite aguda pode ser um problema grave, pois pode desencadear diversas complicações, levando até mesmo ao óbito.

Pancreatite crônica

Ao contrário da pancreatite aguda, a crônica não acontece de forma repentina. O indivíduo convive com a inflamação e as alterações na anatomia do pâncreas que levam a este problema.

A causa mais frequente da pancreatite aguda é o consumo de bebida alcoólica de modo constante e em excesso.

Quando o indivíduo ingere grandes quantidades de álcool, um tecido fibroso se forma e o mesmo endurece e atrofia o pâncreas. Além disso, também pode ocorrer dilatação do ducto pancreático, devido ao acúmulo de cálculos.

Apesar de a pancreatite crônica permanecer estável, alguns indivíduos podem apresentar a forma aguda.

Quais são os sintomas?

O principal sintoma da pancreatite aguda é a dor, que começa repentinamente e com muita intensidade. Ela surge na porção superior do abdômen e aos poucos irradia para as costas. Também podem surgir outros sintomas, tais como:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Náuseas.
  • Emagrecimento,
  • Diarreia
  • Entre outros.

Com relação à pancreatite crônica, quando ela se manifesta como uma crise aguda, o indivíduo apresenta os mesmos sintomas da anterior. Porém, também podem surgir sinais como diarreia e diabetes.

No caso do diabetes, ele acontece por conta do mau funcionamento do pâncreas, uma vez que ele é o responsável pela produção dos hormônios que regulam níveis de glicose no sangue.

Ao ocorrerem crises de pancreatite crônica com manifestação aguda, o indivíduo mostra uma aparência bem frágil e deve consultar imediatamente o médico. É possível, ainda, que ele sinta o abdômen sensível, e até mesmo febre e pulso acelerado.

Existe cura para a pancreatite?

A pancreatite pode ser curada desde que o indivíduo receba o tratamento precocemente e de maneira adequada.

Existem diversos métodos endoscópicos, como por exemplo, a colagiopancreatografia endoscópica que ajuda a extrair os cálculos e drenar a via biliar.

A recomendação é realizar o tratamento de pancreatite e manter o acompanhamento médico. É importante adotar hábitos mais saudáveis como uma forma de prevenir a doença.

O conteúdo foi esclarecedor? Você conhece alguém que já enfrentou uma pancreatite ou que esteja enfrentando? Deixe um comentário! Nos vemos no próximo post!

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Sobre o Autor

Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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