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Doação de figado com doador vivo

Oi pessoal, hoje nós vamos falar sobre, doação de fígado com doador vivo, o chamado transplante inter vivos.

O transplante inter vivos, que chamamos de receptora quem vai receber o fígado, é quem está doente e quem precisa de um fígado e que esse tem um protocolo que já é bem estabelecido e nós já conversamos várias vezes.

Hoje nós vamos falar especificamente do doador do inter vivos, qual é o caminho que ele tem que fazer, para poder doar ao seu parente ao seu pai seu irmão seu tio seu filho, qualquer parente uma parte do  seu fígado de um amigo etc.

Então até parentesco de terceiro grau, você pode doar apenas com a aprovação dos comitês de ética dos hospitais.

Se houver uma relação de parentesco acima do 4º grau ou se for uma doação por amigo ou por alguém que queira doar, precisamos de ordem judicial, então nós temos que fazer um relatório, e o juiz tem que autorizar e nós encaminhamos essa papelada para os comitês de ética do hospital, que também vão fazer entrevistas para permitir que se faça a cirurgia do doador.

Quais são os critérios que nós exigimos?

Nós exigimos que quem vai doar para o seu parente o seu amigo, tenha um peso compatível, nós precisamos mais ou menos de 1% de massa de fígado para o receptor.

Então isso é, quem está doente, precisa de um fígado que tenha um quilo e meio nós precisaremos de uma quantidade em geral de 40 á 50% desse peso. Então, nós temos fórmulas matemáticas, que fazem esse cálculo.

Grosso modo nós vamos dizer o seguinte o indivíduo normal em 2 por cento do seu peso e massa de fígado, o indivíduo de 70 quilos teria 2% 1 quilo e 400 de massa hepática e quem vai receber, tem que receber então entorno de metade disso 50% 1% que daria 750 gramas.

Nós temos que ter, um peso igual, para que possa se doar o mesmo tipo sanguíneo, um peso semelhante pode ter variações de 5 10% no peso, ou um pouquinho mais e nós precisamos então, de uma tomografia pra ver o tamanho desse fígado.

Existem software, existem aparelhos, que fazem o cálculo de quanto tem área que nós vamos doar.

Outro aspecto é que nós temos que afastar, a possibilidade de uma doença maligna ou infecciosa, então quem vai doar tem que fazer alguns exames gerais, para afastar qualquer doença infecciosa, ou que tenha algum risco, tendo algum tumor transmita á quem vai receber.

Então nós temos que afastar doenças infecciosas o risco de doenças como câncer e aí essa pessoa é selecionada, tem que passar com a avaliação do grupo do hospital de psicólogos, desde que tenha já a expressa essa parentesco ou a ordem judicial, um peso compatível o mesmo tipo sanguíneo, uma imagem que mostra que existe uma compatibilidade anatômica, porque além do peso, nós temos que ter as artérias e a via biliar as veias compatíveis. Com o estudo de método de imagem e depois então essa pessoa é encaminhada para entrevistas com psicólogos assistentes sociais, anestesistas e um grupo de ética do hospital, que vai junto conosco definir se pode ser aceito ou não, como doador.

Mas a primeira medida, que nós dissemos é procure o seu médico, diga que pensou em transplante inter vivos, e que quer doar. E aí esse encaminhamento será feito automaticamente, dentro desses protocolos.

Não é difícil, parece complexo, mas não é, e é perfeitamente factível, demora algum período porque tem um espaço para marcar e fazer os exames, mas, quem quer doar perfeitamente factível, não tem complicação nenhuma tardia, no brasil a gente sabe que existe um risco de morte, ou de complicações associadas a cirurgias, mas é muito pequeno e existe a possibilidade sim, procure um médico que seu parente está tratando, diga dessa possibilidade tem serviços e hospitais inclusive públicos, que fazem isso gratuitamente sem nenhum ônus ou se quiser, procure o seu médico no consultório particular que ele faz todo esse encaminhamento.

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Prof. Dr. Luiz Carneiro CRM: 22.761/SP, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas, professor da FMUSP e chefe do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP.

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  1. Meu filho tem 12 anos e tem cirrose hepática gostaria de saber se só compatível com ele mesmo tendo tipo sanguíneo diferente ?

  2. Boa noite, me chamo MARCIO tenho 56 anos a 10 anos fiz uma doação de rim, vivo uma vida normal, eu teria hj condição de doar parte do meu fígado. Tenho desejo de doar em vida , quais as chances de que eu possa doar vcs podem me mostrar um caminho?

    1. Olá, Marcio. Pela nossa legislação atual no Brasil, essa doação de fígado só pode ser feita para um parente. Ou se for alguém que não seja da família, é necessário autorização judicial. Espero ter ajudado e compartilhe o post para informar outras pessoas!

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