Hepatite C: transmissão e tratamento

Inflamações também podem acometer o fígado, que é um dos órgãos vitais do organismo. E elas podem ser de origens diversas, incluindo a infecção por vírus, nesse caso, temos as hepatites, mas neste artigo falaremos especificamente da Hepatite C.

Continue lendo para entender ao certo o que é essa doença, descubra como é feita a sua transmissão e ainda conheça os tratamentos que existem para esse problema. Acompanhe e veja como cuidar ainda mais da sua saúde.

O que é a hepatite C

A hepatite em si é uma doença que se classifica como inflamação do fígado. Ela possui diversos tipos, sendo A, B, C, D e E, e cada uma delas pode ser adquirida de diferentes formas. No caso da Hepatite C, ela é provocada pelo vírus da hepatite C (HCV).

Trata-se de um problema silencioso que pode demorar muitos anos para começar a apresentar sintomas. É justamente aí que está o problema, porque quando a Hepatite C começa a desencadear reações orgânicas ela já se encontra no quadro mais agravado.

Essa doença provoca a degradação dos tecidos do órgão comprometendo as suas funções. Pode desencadear a cirrose assim como também o câncer de fígado. Como nem sempre manifesta sintomas, o ideal é fazer o acompanhamento constante da Saúde por meio de exames para verificar se há ou não a presença do vírus no organismo a fim de iniciar um tratamento precoce.

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Formas de transmissão dessa doença

A transmissão da hepatite C ocorre quando o indivíduo tem contato com o vírus causador dessa doença. Isso ocorre quando uma pessoa sadia se contamina com sangue de uma pessoa que tem o vírus. Por isso, essa inflamação pode ser adquirida das seguintes formas:

  • compartilhamento de agulhas e seringas;
  • transfusões sanguíneas (casos raros em função do cuidado com esse procedimento);
  • relações sexuais desprotegidas;
  • uso coletivo de objetos pessoais (escova de dentes, aparelho de barbear, alicates de cutícula, e outros);
  • descuido ao colocar piercings ou fazer tatuagem;
  • via perinatal.

Assim como no caso das transfusões, novas contaminações oriundas de cirurgias e transplantes de órgãos, bem como por meio da hemodiálise, reduziram drasticamente nos últimos anos. Isso em função do cuidado maior durante esses procedimentos médicos.

É importante saber que a transmissão do vírus da Hepatite C pelo contato sanguíneo é mais expressivo do que o contágio pelo HIV por essa mesma via. Tanto que um minúsculo volume de sangue é suficiente para contrair a doença.

Tratamento da Hepatite C

Como dito, a hepatite C é uma doença muito silenciosa que provoca lesões no fígado gradativamente. É por isso que no começo a pessoa não sabe que tem vírus, já que não manifesta nenhuma reação.

Apesar disso, não significa que a doença não esteja trazendo complicações. Quando os sintomas se manifestarem, o problema já estará no quadro mais avançado e o tratamento é dificultado. Por isso, o ideal é ter consciência da doença precocemente para aumentar as chances de cura, que costumam ser acima de 90%.

Nos últimos anos o tratamento medicamentoso com antivirais para Hepatite C modificou bastante com inserção de novas drogas. Isso possibilitou aumentar o número de pacientes aptos para receber o tratamento.

Essas medicações são suficientes quando fígado ainda não desenvolveu complicações que podem desencadear a cirrose. Na verdade, uma minoria dos pacientes é que costuma evoluir para esse quadro, mas quando isso acontece o tratamento envolve reduzir a progressão da evolução da cronicidade da doença e para não levar à falência hepática.

É importante ressaltar que somente é considerado como curado o indivíduo que não apresenta mais o vírus detectável em seu sangue 6 meses após o final do tratamento. Também não existe uma vacina contra essa doença.

Embora o fígado tenha uma grande capacidade de se regenerar, é fundamental evitar a Hepatite C tomando as devidas medidas preventivas. Como ela pode ser contraída de diferentes formas, também é muito importante fazer exames regularmente para acompanhar o seu quadro de saúde e, se necessário, realizar um tratamento precoce para obter a cura.

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Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
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