PANCREATECTOMIA

 

  • O que é a pancreatectomia?

É a cirurgia de retirada do pâncreas, mais conhecida como pancreatectomia, considerada por muitos oncologistas como a forma mais eficaz de curar o câncer de pâncreas. Porém, a cura só será possível quando o paciente é diagnosticado precocemente, em seu estágio inicial.

  • Tipos de cirurgia de pâncreas

Existem alguns tipos principais de pancreatectomia, entre eles estão:

  • Pancreatectomia total : A pancreatectomia total é a cirurgia realizada para remoção do pâncreas inteiro. Neste caso, quando o pâncreas é completamente removido, os pacientes ficam sem qualquer célula que produza a insulina. Por conta disso, muitos desenvolvem diabetes, o que pode ser mais difícil de controlar, pois o organismo já não conseguirá combater os altos níveis de açúcar no sangue.
  • Pancreatectomia distal : A pancreatectomia distal é responsável pela retirada da cauda do pâncreas. O baço é um órgão que também em muitas das vezes é removido.
  • Pancreatectomia: pré-operatório

Antes da cirurgia de pancreatectomia é necessária uma preparação, como por exemplo, a realização de alguns exames, que poderão identificar se outras áreas também foram afetadas pela doença.

Geralmente, são feitos exames como:

  • Tomografia de abdômen (com múltiplos detectores);
  • Ressonância nuclear magnética;
  • Eco endoscopia;
  • Tomografia (emissão de pósitrons);
  • Laboratoriais.
  • Como funciona a pancreatectomia?

Durante o procedimento, são feitas de quatro a seis incisões no abdômen do paciente, onde é inserido gás carbônico para que o médico cirurgião possa enxergar a cavidade por dentro.

A retirada de todo o pâncreas é realizada com uma pequena ampliação de uma das incisões que foram feitas no abdômen.

Assim que o procedimento é finalizado, os médicos retiram o gás carbônico.

Quando é feita apenas a retirada parcial do órgão, como na pancreatectomia dista a cirurgia é mais rápida. Porém numa duodenopancreatectomia são reconstruídos o transito digestivo, biliar e pancreático, por meio de anastomoses, que vão desde o pâncreas até o canal do fígado e intestino delgado.

  • Pancreatectomia: pós-operatório

O tempo de internação hospitalar do paciente dependerá do seu estado de saúde geral. Normalmente, quem se submete a este tipo de cirurgia, pode ter alta em alguns dias, mas, se surgirem complicações e o individuo precisar de uma nova operação, por exemplo, esse tempo será maior.

Se o paciente já estiver se sentindo bem, ele poderá retornar às suas atividades normais em torno de 30 dias, e receberá instruções dos médicos sobre os curativos e medicamentos.

O paciente poderá descer escadas, subir e caminhar sem nenhum problema, mas deverá evitar esforços físicos como nadar, correr, e não fazer ginástica por 60 dias.

Prof. Dr. Luiz Carneiro

Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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