TUMORES NEUROENDÓCRINOS

  • O que é Tumor Neuroendócrino?

É o nome dado para tipos de cânceres incomuns, que, na maioria dos casos, tem crescimento lento, desenvolvendo-se por meio das células do sistema endócrino. Essas células, encontradas principalmente no intestino delgado e grosso, ovários, pâncreas e pulmão, produzem determinados tipos de hormônio e, ao aparecer o tumor, acaba gerando uma quantidade excessiva desses hormônios e leva a um quadro clínico preocupante.


 

  • Como os tumores neuroendócrinos são formados?

Por meio de células responsáveis por produzir substâncias atuantes no controle hormonal (endócrino) e na regulação das funções vegetativas, na digestão, por exemplo. Por isso, recebe o nome de neuroendócrinos e podem estar associados diretamente ao pâncreas.

As células presentes no sistema endócrino funcionam na seguinte maneira: o sistema nervoso envia mensagens para suas glândulas, liberando hormônios que controlam o metabolismo e crescimento, reprodução e respostas ao estresse. No entanto, caso o nosso organismo não funcione corretamente, com as células morrendo e sendo substituídas por células novas de modo continuada, essa células são capazes de crescer descontroladamente, levando à tumores.


 

  • Quais são os fatores de risco?

Ainda não sabe-se exatamente como os tumores neuroendócrinos são formados. No entanto, há uma prevalência de casos em mulheres e, na maioria das vezes, ocorre sem qualquer ligação hereditária.


 

  • Quais são os sintomas?

Com relação ao tumor que atinge o pâncreas, os principais sintomas são: dor abdominal crônica ou recorrente; úlcera crônica; glicemia baixa; erupção cutânea, diabetes e diarreia.


 

  • Como é feito o diagnóstico?

Infelizmente, na maioria das vezes, o crescimento dos tumores que acometem o pâncreas apenas são diagnosticados quando a doença está num estágio avançado. Isso porque o órgão localiza-se profundamente na parede abdominal. No entanto, podem ser que seja diagnosticados em exames de imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética.

Por isso é importante as pessoas prestarem a atenção no seu corpo, ficar atenta com os sinais de alerta e, assim que notar algo diferente, procurar um médico imediatamente. O diagnóstico precoce é importante no tratamento e possível cura da doença.

  • Como tratar tumores neuroendócrinos?

A cirurgia é uma das formas de tratamento dos tumores neuroendócrinos. Este tratamento deve ser considerado, inclusive nos casos que a doença encontra-se em estágio mais avançado, já que a sua retirada completa ou parcial pode aliviar os sintomas no paciente.

Outra opção bastante comum no câncer é a quimioterapia, feita com medicamentos. Por sua vez, a radioterapia mostrou-se ao longo do tempo pouco efetiva nos estudos clínicas para o tratamento de tumores neuroendócrinos.

A terapia alvo molecular também pode ser indicada pelo médico. É um tipo de tratamento, que tem o foco de combater as moléculas específicas, direcionando a ação de medicamentos, às células tumorais, reduzindo assim, suas atividades sobre as células saudáveis e os efeitos colaterais. Esta forma de terapia é uma das mais pesquisadas na área de oncologia.  O estudos tem se baseado no aprimoramento da descoberta de alvos celulares que sejam capazes de serem atacados de forma precisa e com o menor índice de efeitos colaterais possíveis.

  • Qual é o prognóstico?

A convivência com essa doença depende diretamente do local, tamanho e hormônios que estão sendo secretados. Dessa forma, exames precisam ser realizados regularmente para analisar a eficacia do tratamento escolhido pelo médico e também para localizar as possíveis metástases que podem ocorrer neste caso.

De maneira geral, o paciente precisa seguir rigorosamente as recomendações médicas e levar um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada.

  • É possível prevenir?

Como a causa deste tipo de tumor ainda é desconhecida pela medicina, não há formas efetivas de prevenção dos tumores neuroendócrinos. Porém, é preciso ficar atento aos sintomas e herança hereditária. Se tiver alguma suspeita, vá ao médico imediatamente e faça os exames para diagnosticar a possível doença ou descartar a dúvida.

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
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