Pâncreas Ectópico | Por Prof. Dr. Luiz Carneiro

Pâncreas Ectópico | Por Prof. Dr. Luiz Carneiro

Pâncreas ectópico é uma má formação congênita definida pela presença de tecido pancreático em localização diferente do habitual.

Pode aparecer no esôfago, estômago, duodeno e vias biliares. São achados incidentalmente, sendo clinicamente evidentes quando complicados.

O pâncreas ectópico é geralmente assintomático, no entanto, os sintomas podem ser devido a um aumento na secreção hormonal e enzimática do tecido ectópico, geralmente o paciente com pâncreas ectópico apresenta sintomas clínicos inespecíficos, tais como:

  • Dor epigástrica – a dor que ocorre na parte superior do abdômen, logo abaixo das costelas.
  • Náusea e distensão abdominal
  • Vômito
  • Melena – fezes pastosas de cor escura brilhante e cheiro fétido

Quando não apresenta sintomatologia, seu diagnóstico é incidental, o achado é geralmente de pequena massa, séssil de consistência emborrachada, localizado na submucosa em 85%.

Os procedimentos pelos quais pode ser diagnosticado são:

  • Laparotomia
  • Biópsia
  • Endoscopia
  • Necropsia
  • Laparoscopia

Tratamento

O pâncreas ectópico assintomático não requer apenas acompanhamento cirúrgico.

O pâncreas ectópico sintomático que manifesta os sintomas requer endoscopia e cirurgia.

O procedimento depende do tipo e tamanho do tecido ectópico e  como é encontrado na mucosa ou submucosa.

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
TIRE SUAS DÚVIDAS

Conheça os problemas do pâncreas que afetam o metabolismo

Conheça os problemas do pâncreas que afetam o metabolismo

O pâncreas é um órgão com grande importância do corpo. Conhecer os sintomas do seu mau funcionamento pode ajudar a prevenir problemas mais sérios de saúde. Um dos mais conhecidos problemas do pâncreas é a pancreatite, que altera muitas funções digestivas e é por vezes associada a maus hábitos alimentares.

Sintomas de problemas no pâncreas

  • Dor abdominal é um dos sintomas mais comuns que podem iniciar de forma súbita e aumentando gradativamente. Geralmente, acontece no centro do abdômen, onde o pâncreas está localizado, espalhando-se para a parte superior e posteriormente dorso;
  • Aumento da dor quando o indivíduo se deita de costas;
  • Diarreia com eliminação de gordura nas fezes;
  • Náuseas e vômitos após alimentação, geralmente associados à dor.

As principais doenças do Pâncreas são:

  • Diabetes Mellitus Tipo I;
  • Pancreatite, aguda ou crônica
  • A pancreatite crônica pode causar a Diabetes Mellitus tipo II;
  • Câncer de Pâncreas.

Como cuidar bem do Pâncreas

  • Faça o controle de glicemia no sangue e na urina;
  • Pare de consumir bebida alcóolica e de fumar; esses hábitos alteram a glicemia e o bom funcionamento do pâncreas. O fumo também é responsável pelo câncer de pâncreas;
  • Fracione sua alimentação a cada duas ou três horas;
  • Jamais fique em jejum – a hipoglicemia pode ser muito prejudicial;
  • Mantenha seu peso ideal – a obesidade pode complicar o tratamento do diabetes e a gordura estimula a resistência à insulina;
  • Mantenha-se ativo – já é comprovado que os exercícios físicos regulares regulam a glicose no sangue;
  • Evite açúcar;
  • Se não é insulino-dependente, a alimentação é o primeiro passo para o controle da glicemia;
  • Coma mais peixes, legumes, nozes e alimentos ricos em cromo, pois ele é necessário para o bom funcionamento do sistema de produção de insulina;
  • Use alimentos ricos em fibras, pois eles evitam os picos de produção de insulina, prolongando o tempo de digestão;
  • Controle a hipertensão arterial.

Os sintomas de câncer de pâncreas que muitas vezes passam despercebidos

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% dos casos de câncer. Sintomas como dor no estômago, indigestão e perda de peso muitas vezes passam despercebidos. Mas podem indicar um problema grave – que, quanto antes for identificado, mais chances tem de ser curado.

São sinais, por exemplo, do câncer de pâncreas. A doença pode ser fatal e, segundo uma organização beneficente britânica, um em cada três adultos acaba ignorando seus sintomas.

Conheça os sinais

Atualmente, apenas uma em cada 10 pessoas diagnosticadas com câncer de pâncreas sobrevive mais do que cinco anos. Isso acontece principalmente porque os pacientes são diagnosticados tardiamente, quando as opções de tratamento já são muito limitadas, segundo a Pancreatic Cancer UK, organização que luta contra esse tipo de câncer no Reino Unido.

Uma pesquisa feita pela organização com 4 mil adultos mostra que o conhecimento sobre os sintomas da doença ainda é muito reduzido.

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% dos casos de câncer – e 4% das mortes causadas pela doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). É mais comum em pessoas acima de 60 anos e tem maior incidência entre homens.

Sintomas comuns do câncer de pâncreas incluem:

  • Dor no estômago e nas costas
  • Perda de peso sem motivo
  • Indigestão
  • Mudança nos hábitos intestinais, como fezes que flutuam
  • Outros indícios são:
  • Perda de apetite
  • Icterícia (pele ou olho amarelado)
  • Sensação de estar doente
  • Dificuldade de engolir
  • Diagnóstico recente de diabetes
Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
TIRE SUAS DÚVIDAS

O que é Pancreatite? Pode se tornar um Câncer no Pâncreas? | Por Prof. Carneiro

O que é Pancreatite? Pode se tornar um Câncer no Pâncreas? | Por Prof. Carneiro

O pâncreas tem a função de produzir insulina que vai fazer com que a glicose seja metabolizada e entre na célula para ser consumida. Essa é a parte endócrina. Existem também outros hormônios que são secretados pelo pâncreas, como a gastrina, somatostatina, existe uma série de hormônios que são fabricadospelo pâncreas .
Mas o principal é a insulina, a função do pâncreas produzir insulina na sua função endócrina. Existe a parte exócrina, que ele produz uma secreção que é feita para digerir os alimentos, para fazer a digestão. Então ele produz uma produção que chamamos de exócrina que vai para dentro do intestino e ajuda a digerir os alimentos, quebra os alimentos para que eles sejam absorvidos no intestino. Então ele faz digestão, corrói esses alimentos para que eles sejam, em pequenos pedacinhos, absorvidos pela mucosa do intestino.
Então o pâncreas tem uma função endócrina , que são os homornios insulina, gastrina e outros hormonios. E a função exócrina, um suco que pelo canalzinho do pâncreas e vai para dentro do intestino e ajuda a digerir os alimentos. É um suco pancreático, é fundamental na gestão porque uma parte da sua secreção digere, quebra os alimentos que tem que ser absorvido e a outra parte faz com que ele entre na célula, que é a função endocrina.
É veja bem, o transplante de pâncreas é um transplante que ele em geral é usado em pacientes que já são diabéticos e que tem perda da função renal e função do diabetes.
Então nós fazemos, nessa situação, o transplantes de fígado, de rim e depâncreas junto, que você corrigiria o diabetes e resolveria o problema da insuficiência renal e com isso é o doente poderia ter uma vida muito melhor .
E muito raramente existe um centros que preconizam o transplante de pâncreas isolado para o tratamento da diabetes. O problema é que quando você faz o transplante de rim você toma um imunossupressão para aceitar esse rim e para sair da hemodiálise.
Se faz o transplante de pâncreas é a mesma imunossupressão. Então você não vai acrescentar nada mais no transplante de rim porque já tem imunossupressão, o rim vem junto, é a mesma imunossupressão. Isso vai causar um grande benefício porque além de não tomar insulina ele não vai precisar mais da hemodiálise.
Quando você faz o transplante de pâncreas isolado, você tem que dar a imunossupressão e isso pode por si piorar a função renal e diminui as defesas do paciente. Então você pode num doente diabético, grave, que já têm lesões de aterosclerose, complemento do vaso, piorar a função do rim e levará eventualmente até uma perda do rim, por isso que esse transplante isolado de pâncreas ficou como uma medida excepcional. O que em alguns centros tem feito, isso tem ganho espaço, são doentes que por exemplo conseguem um doador, um familiar para fazer o transplante de rim e depois de algum tempo já tomando imunossupressão faz o de pâncreas para complementar com o doador cadáver.
Então a gente pode eventualmente para quem já tem o transplante do rim, já usa imunossupressor aí sim fazer o transplante de pâncreas isolado.
Imunossupressor é um medicamento que nós usamos para que as suas defesas diminuam e o transplantado possa aceitar um novo fígado. Então são drogas que têm diferentes mecanismos muito complexos, que fazem com que nós tenhamos a defesa baixada e nós tenhamos então aceitação do novo órgão, em geral no começo existe uma grande rejeição e nós então temos que usar doses mais altas desse imunossupressor, com o tempo o organismo vai criando uma tolerância, vai criando uma aceitação desse novo órgão e aí nós poderemos baixar o nível dos imunossupressores. Então na verdade são medicamentos e drogas que diminuiem a nossa imunidade nos deixam mais suscetíveis à infecções, e tem também efeitos colaterais, por isso que sempre existem novos medicamentos que são cada vez mais eficazes que podem causar essa diminuição da imunidade para a aceitação dos órgãos sem tantos efeitos colaterais.

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
TIRE SUAS DÚVIDAS

O que é pancreatite?

O que é pancreatite?

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
TIRE SUAS DÚVIDAS

Câncer no pâncreas – risco maior em fumantes e pessoas com pancreatite

Câncer no pâncreas – risco maior em fumantes e pessoas com pancreatite

Câncer no pâncreas é uma doença muito grave, principalmente, porque ela é muito insidiosa e os sintomas são muito tardios. Então se você tem estória familiar de câncer, se você fuma, você tem grande risco de desenvolver câncer no pâncreas. E a única maneira de tratar é o diagnóstico precoce, porque em geral quando ele tem um tamanho maior, o tratamento é muito complexo e pobre em resultado.

As pequenas lesões podem ser tratadas com sucesso de cura. Então, as pessoas com estória familiar, fumantes e com histórico de pancreatite tem que ter muito cuidado.

E outro aspecto, existe agora as chamadas lesões que têm IPMN – são lesões císticas do pâncreas. Hoje é muito comum com os métodos de imagem se fazer o diagnóstico dessas lesões acima de 2,3 cm. se é periférica ou próxima ao canal principal, tem o risco maior de ser um tumor maligno.

Procure seu médico para fazer seu segmento adequado, se você tiver fator de risco.

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
TIRE SUAS DÚVIDAS

Pancreatite, inflamação provocada por álcool, remédios e pedra na vesícula

Pancreatite, inflamação provocada por álcool, remédios e pedra na vesícula

O que é pancreatite? Por que que remédios mais modernos para diabetes a longo prazo podem causar este problema?

Bom, pancreatite é uma inflamação do pâncreas, então se você leva uma pancada, você tem uma inflamação. Se é do tendão, é uma tendinite, se é o do músculo, você tem uma miosite. No pâncreas, é uma inflamação aguda chamada pancreatite aguda. A pessoa por algum motivo entupiu o canal lá que a secreção de amilase que sai do pâncreas não chega ao intestino porque teve um cálculo, uma pedra, esse órgão pode ter uma pancreatite aguda.

Leia também os artigo que detalham pancreatite crônica e pancreatite aguda.

Então, pancreatite aguda é comum em pessoas que têm cálculo na vesícula e uma pedra pequenina pode entupir o canal e fica cheio de enzimas feitas para digerir as proteínas no intestino, então elas ficam lá e podem digerir o próprio pâncreas, então isso é uma pancreatite de origem biliar.

Mas você pode ter uma pancreatite, uma inflamação aguda provocada por medicamentos. Existem várias formas muito graves e também a pancreatite leve com pequenos edemas.

Mas tem também as pancreatites com inflamação tão grande que são chamadas de necro hemorrágicas. Aí tem necrose com sangramento e índice de mortalidade grande porque é preciso internar na uti.

E nós temos a pancreatite crônica, um exemplo clássico é do álcool. Todo o dia a pessoa bebe um pouquinho, agride a célula pancreática, substitui por uma fibrose, essa fibrose se cronifica e o pâncreas vai ficando duro.

Têm a crônica e a aguda, são doenças completamente diferentes. Esse é um aspecto muito importante.

Na mulher, a causa mais comum é a pancreatite aguda por cálculo de vesícula, problema que atinge substancialmente o público feminino. Então, quando esse calculo sai entope o canal da vesícula do intestino da bile e desemboca junto com o pâncreas. Então, a pedrinha foi lá, impactou ali, fechou, dá uma inflamação. Em geral, não é tão grave, tem que operar, mas ela se resolve. Do homem mais comum, o mais comum é a pancreatite crônica pelo álcool.

Agora, eventualmente uma grande quantidade e ingesta de álcool pode desencadear também uma pancreatite aguda em homens. No geral, essas pancreatites a primeira causa é o álcool, mas têm outras doenças que podem levar a pancreatite crônica. Por exemplo, se ele tiver muito colesterol e triglicérides muda a composição dessas enzimas e forma cálculo dentro do pâncreas e aí pode levar a própria digestão do pâncreas. Em geral, são quadros crônicos que podem dar dor, diarreia, que a enzima não chega no intestino.

Nós temos que diferenciar o que é agudo do que é crônico. Em geral, só o seu médico tem capacidade de formar o diagnóstico e prescrever o melhor tratamento.

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
TIRE SUAS DÚVIDAS