Tem alta primeira paciente salva por transplante de fígado no combate à febre amarela

Tem alta primeira paciente salva por transplante de fígado no combate à febre amarela

Tem alta a primeira paciente que recebeu um transplante de fígado como salvação para hepatite fulminante provocada por febre amarela.

Inédito em caráter mundial, o procedimento foi feito na virada do ano pela equipe do professor Luiz Carneiro no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A engenheira Gabriela dos Santos Silva de 27 anos que passou menos de um mês na UTI já está em casa.

Ela contraiu febre amarela enquanto trabalhava em Mairiporã no mês de dezembro quando tinha informações do surto e da necessidade de se vacinar.

Saiba tudo sobre este caso, clicando aqui.

Neste domingo de carnaval, o Fantástico da Rede Globo exibiu matéria relatando a alta da paciente e uma entrevista especial com o Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do HC, professor Luiz Carneiro.

Acompanhe clicando no link  http://g1.globo.com/fantastico/edicoes/2018/02/11.html#!v/6494729

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
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Professor Dr Luiz Carneiro vai coordenar força tarefa contra a febre amarela

Professor Dr Luiz Carneiro vai coordenar força tarefa contra a febre amarela

Professor Dr Luiz Carneiro de Albuquerque, da Divisão de Transplantes de Fígado do HC, vai coordenar uma rede de hospitais do interior em força tarefa contra a febre amarela.

A missão passada pelo Secretário Estadual da Saúde, David Uip, ocorre após a experiência bem-sucedida de um transplante numa vítima de febre amarela na virada do ano.

Gabriela Santos desenvolveu uma hepatite fulminante dias após contrair o vírus silvestre da febre amarela nas matas de Mairiporã, região epidêmica da Grande São Paulo. Clique aqui e veja também essa outra postagem, detalhando o caso de Gabriela.

Acompanhe também a reportagem no Programa Bem Estar da Rede Globo.

O problema é muito sério porque novos óbitos estão sendo confirmados e o próprio Ministério da Saúde ordenou o fracionamento das doses da vacina.

Em fevereiro, haverá campanha nacional nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Em função do aumento da demanda, começa a falta vacina nas clinicas particulares que cobram entre 220 e 260 a dose da vacina atenuada.

Nas clínicas, o produto é francês dos laboratórios Sanofi-Pasteur e o Ministério da Saúde trabalha com a produção de Manguinhos da Fiocruz.

 

Campanha Nacional contra Febre Amarela

A campanha emergencial ocorre nos locais onde estão aparecendo macacos mortos. O macaco não transmite a doença. O vírus que atinge a população no momento tem o ciclo transmissão silvestre e não urbano.

No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Último surto de febre amarela urbana que se tem notícia foi em 1942, por isso o risco de manter criadouros do Aedes aegypti. É o mesmo mosquito transmissorda Zika, dengue e Chikungunya.

Entre fevereiro e março deste ano, 75 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. A iniciativa é do Ministério da Saúde em conjunto com os três estados e municípios e tem caráter excepcional.

O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios nos três estados deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, pelos estados para evitar a circulação e expansão da doença.

São Paulo reabre parques e promove ‘Dia D’ contra a febre amarela, clique aqui!

Prof. Dr. Luiz Carneiro
Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Orgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
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